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    Africa's Tarnished Name

    Chinua Achebe

    Penguin Classics
    2018
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-13: 9780241338834
    4.7
    3 avaliações
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    He needed to hear Africa speak for itself after a lifetime of hearing Africa spoken about by others. Electrifying essays on the history, complexity, diversity of a continent, from the father of modern African literature.

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    João Ricardo picture
    João Ricardo23/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    BELAS CONSIDERAÇÕES DE UM DOS MAIORES NOMES DA LITERATURA

    Conheci a escrita de Chinua Achebe nas aulas de literaturas africanas ministradas no IEL, Unicamp. Pude compreender o real grandeza Autor e o seu reconhecimento entre muitos sobre a qualidade de sua obra. Apesar de ter lido pouco das suas obras, pude lidar com alguns textos muito significativos. Entre eles esse livrinho “Africa’s tarnished name”, que é uma sequência de quatro textos escritos por Chinua Achebe apresentando pontos particulares e sensíveis da sua visão de mundo, política e literatura (literatura é política e política é literatura, ok?). O primeiro texo “What Is Nigeria to Me?”, de 2008, é uma visão bastante particular sobre, entre outros aspectos, a evolução da visão do autor sobre Nigéria. Em “Traveling White” (1989), Chinua Achebe conta como foi viajar por 6 meses pelo continente africano, por ter ganhado o prêmio Rockefeller Fellowship, em 1960. Ele esteve sobre experiências no Quênia, Uganda, Zanzibar, Rodésias do Norte e do Sul e no texto mostra as diferenças explícitas sobre questão de segregação racial, povo, estado, governo, nação, etc; e nos demonstra como esses elementos se contrapõem diante de sua visão e a visão eurocêntrica de mundo. Em “Africa’s Tarnished Name”, o autor nos apresenta um breve estudo sobre literatura e colonialismo, datado de 1998, podemos ver muitas coisas das doutrinas pós-coloniais reverberando no pequeno excerto. Por fim, em “Africa Is People” (1998), há a visão intimista do autor sobre como o imperialismo vem atuando no continente africano e nas nações imperialistas. É um livrinho pequeno, mas com um conteúdo bem denso. Ótimo para compreender algumas questões que ainda são muito atuais e que precisam de um contraponto de alguém que escreveu muito e teve um papel fundamental para a literatura mundial. #chinuaachebe #penguin

    1 curtida

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    Albert Chinualumgu Achebe profile picture

    Albert Chinualumgu Achebe

    Albert Chinualumogu Achebe nasceu em Ogidi no início da década de 1930, 30 anos antes da Nigéria se libertar do domínio colonial britânico. Fez seus estudos básicos em um colégio missionário e, embora educado na cultura ocidental, também foi criado na cultura tradicional Igbo, seu grupo étnico, no sudeste da Nigéria. Quando chegou a universidade, ele renegou o seu nome britânico, Albert, para assumir o seu nome Igbo: Chinualumogu (Chinua abreviado). Sua obra mais conhecida é <i>O mundo se despedaça</i> (em inglês: <i>Things Fall Apart</i>), publicada em 1958, quando ele tinha 28 anos, e que foi traduzida para mais de cinquenta línguas. O romance trata de considerações a respeito dos conflitos entre o governo colonial britânico e a cultura Igbo. Outros destaques da sua carreira literária foram <i>A paz dura pouco, A flecha de Deus</i> e <i>A educação de uma criança sob o protetorado britânico</i>. Ele foi um crítico da maneira como os autores estrangeiros retratavam a África, especialmente no livro <i>O Coração das trevas</i>, de Joseph Conrad. O escritor deixou sua pátria várias vezes para trabalhar como professor nos Estados Unidos e passou a morar definitivamente nesse país em 1990, após sofrer um acidente de carro que o deixou com problemas motores. Ainda assim, lecionava na Universidade de Brown. Mesmo sendo muito respeitado na Nigéria, tanto pela sua obra literária quanto também pelas suas tomadas de posição, Achebe criticava frequentemente os dirigentes nigerianos, pela corrupção e má administração do país, tendo recusado por duas vezes ser condecorado pelas autoridades locais. Em 2007, foi galardoado com o prestigioso Prémio Internacional Man Booker. Em 2012, ele lançou o livro <i>There was a Country: a Pessoal History of Biafra</i>, onde relembrou suas vivências na época do conflito em Biafra e o governo central da Nigéria, quando Achebe desempenhou funções diplomáticas e fez parte do Ministério de Informação de Biafra até o fim da guerra. Achebe morreu em Boston, aos 82 anos, em 21 de março de 2013.

    36 Livros
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    Albert Chinualumgu Achebe