Ok. Então vamos falar sobre o que foi "Dark and Deepest Red". Uma experiência fantástica, embora tenha algumas coisas que me incomodaram o bastante para que eu não o achar merecedor de minhas 5 estrelas.
"Dark and Deepest Red" nos leva para o ano de 2018 (acredito eu depois de ler a nota da autora) e o ano de 1518, ou seja, é muito tempo entre os nossos três protagonistas. Em 1518, que é a parte mais interessante do livro, temos Lala que é uma rom (cigana) que vive camuflada como uma mestiça entre franceses e alemães e, em 2018, temos Rosella e Emil que também são ciganos e Rosella, em especial, carrega o sobrenome da família Oliva, conhecida por seus sapatos vermelhos "mágicos".
Durante o livro, passado e presente se interligam um ao outro, embora, na minha opinião, a presença do presente nesse livro não me agrade tanto porque no fim das contas ele não tem nenhuma importância! O presente não afeta em nada na parte do livro em 1518 e a problemática tratada no presente é, sinceramente, um tédio. Não agrega em nada!
Mas vamos para um ponto que eu gostei: a representatividade étnica e LGBT+, não é nada exacerbado, mas temos uma protagonista de cor e um protagonista trans! Não sei se eu posso falar exatamente quem ele é, mesmo que seja revelado bem no começo, mas como spoiler é uma coisa bem subjetiva, vou deixar a identidade dele em segredo, porém ele existe! E é maravilhoso, meu Deus, ele é fofo demais. Quanto a protagonista de cor, temos quatro, Lala, Rosella, Emil e a tia da Lala, Tante, que são todos considerados marrons (depois de uma breve pesquisa sobre o povo rom descobri que eles são descendentes do norte e leste europeu sendo assim categorizados como marrons ao invés de negros), enfim, temos esses toques de representatividade no livro, todos os personagens muito bem desenvolvidos, inclusive, não estão lá somente para serem marrons ou trans ou lésbicas.
Um ponto final: quando comecei a ler "Dark and Deepest Red" esperei muita magia, mas, não espere isso, a magia tem um toque muito sutil no livro, não tem grandes rituais ou coisa parecida, ela não é de uma presença grande durante o livro.
Finalizando, leia este livro, ele é muito gostosinho de ser lido, apesar dos pesares. Ele não é nenhuma ogiva nuclear, pode muito bem se tornar o favorito de alguém. Então, se tiver a oportunidade, leia.