# A Reinvenção do Cérebro. Ler pensamentos, implantar memórias, aumentar a inteligência. Existem cientistas tentando fazer tudo isso - e conseguindo. Conheça as pesquisas mais surpreendentes. # A câmera do celular está destruindo nossas lembranças. # O futuro de acordo com Stephen Hawking. # Afinal, o que aconteceu com a Venezuela? # Os primeiros habitantes das Américas. No Piauí. # A história da Eugenia. A busca pela “raça pura” não é só coisa de nazista. Foi um fenômeno global, e seu fantasma segue presente. E mais reportagens superinteressaantes!
Superinteressante Nº 400 (Março de 2019) - A reinvenção do cérebro
não informado
Que coisa materialista e interesseira que se projeta na reportagem de capa! Eis que se gera o Admirável Mundo Novo... Pelo menos no desejo de cientistas e suas experimentações citadas (sob escusa direção), sonhadoras de provocar no cérebro dispositivos ou estímulos que permitam telepatia, leitura de pensamentos, impedimento de mentira, escaneamento das memórias para computador, engenhocas que aumentem a cognição (inteligência), implantação de memórias, entre outras propostas. Fala sério! Não estaremos mais falando de humanos, e sim de ciborgues, programados e reprogramados a bel-prazer daqueles que realmente gostariam que isso fosse verdade. Parece que Aldous Huxley e George Orwell com suas visões, a exemplo de cientistas mirabolantes do passado patrocinados por pretensos donos do mundo, tem sido inspiração a quem se mobiliza para tornar essas coisas reais. Nessa parte de estímulo cerebral gostei mais do texto "Memórias editadas", com reflexão sobre a forma como construímos nossas lembranças. O direcionamento é para a hiper-mega-super-estrondosa valorização de imagens através do celular, quando há mais preocupação em registros do momento, resumindo a isso o entendimento do objeto em foco, do que uma percepção baseada na reflexão. Realmente, fato cotidiano. Eu diria até que, nessa disposição e em termos práticos, estão reformulando uma antiga máxima de Confúcio sobre o conhecimento: uma imagem talvez não reflita mais mil palavras, só uma vaidade fútil. Gosto de ler pensamentos científicos, seja quais forem, mas na minha escolha não concordo com muita coisa, como a confiança nos homens e suas teorias ateístas, como o que foi apresentado na breve reportagem sobre Stephen Hawking. Curiosa a reportagem sobre o caviar, elevado a algo de requinte e "o olho da cara" apenas quando passou a ser valorizado pela realeza russa, há trocentos anos. Isso me faz lembrar de algo parecido que vem ocorrendo no Norte. Desde que descobriram o nosso "petróleo do paidégua" (uma forma idiota que referencio o açaí), deixou de ser "comida de pobre" e também está "o olho da cara". Saudade do tempo que os açaízais eram para abastecer em sua maior parte a tijela do caboco nortista... Agora vai quase tudo embora. A história do Caviar é por aí... E nem citei o camarão, acompanhamento paidégua.... Af! Um dos maiores bancos de camarão-rosa em nossa costa e a maioria do povo nunca viu, não come e só ouve falar... Sabes quanto é o quilo? A reportagem despertou essas lembranças... A leitura mais legal (falo por mim) foi o artigo na seção Uma Opinião: "Afinal de contas, o que aconteceu com a Venezuela?". O assunto é de destaque no cenário mundial, tem discrepâncias incríveis e temos que ter alguma visão e posicionamento, no que o artigo da revista pareceu interessante, melhor dizendo, superinteressante. Entre os fatos admiráveis, o país tem as maiores reservas de petróleo do mundo, esteve entre as nações mais ricas, renda per capita das mais elevadas e, mesmo assim, mergulhou numa crise e miséria terrível para o povo. Lembro até de um documentário de anos atrás, na fase da vaca gorda, que mostrava carrões abandonados pelas estradas, quando o povo (segundo o programa) preferia comprar outro do que mandar consertar (diante das facilidades e poder aquisitivo), e quando enchiam o tanque, era "até transbordar" (saindo o carro derramando um pouco de gasolina). Não sei se o programa foi manipulado, possivelmente (Globo Repórter), mas na época foi assim que mostraram a Venezuela. Agora essa situação... No entendimento do autor do texto, a situação foi criada pela soma: da política de estatização desde o governo de Chavez (que controlou quase tudo, reduziu a iniciativa privada e teria transmitido para o governo dívidas e prejuízos com o insucesso de momento de algumas empresas); a medida do governo Maduro em contornar o declínio econômico injetando mais dinheiro para circular, mas sem o equilíbrio com o aumento proporcional da produção de bens (o que acabou inflacionando a economia); e a corrupção entre os governantes, mais preocupados em manter seu poder (visto em exemplos como o investimento no arsenal bélico de seu interesse) do que as necessidades prioritárias da nação. O texto explanou esses pontos. Não duvido dessas coisas e acredito em outros fatores também, como a pressão externa de olho nos bens da Venezuela. Isso é verdadeiro, mas as motivações dos governantes venezuelanos, creio eu, priorizam antes de tudo seus próprios e escusos interesses na defesa que alegam.
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