Doomsday Clock -

    Geoff Johns, Gary Frank

    DC Comics
    2020
    456 páginas
    15h 12m
    ISBN-13: 9781401294816

    NOTHING EVER REALLY ENDS. The world of Watchmen collides with the DC Universe in a story that rewrites the past, present, and future of comics! Dr. Manhattan, a near-omnipotent being from the Watchmen universe, has been using his powers to rewrite the DC Universe--reshaping some heroes' histories, erasing other heroes altogether, and playingwith the fates of the good and evil alike. But why? What does a godlike being from another worldstand to gain from the DC Universe? The mystery remains, but now that our heroes know they're being toyed with, what can they do to stop it? The clock is ticking... From Geoff Johns, Gary Frank, and Brad Anderson, the critically acclaimed team behind Shazam! and Batman: Earth One, this collection includes the full groundbreaking 12-issue miniseries.

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    César Belardi 21/06/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Conjunto da Obra.

    Watchmen é praticamente um evento multicultural. Coloco no mesmo patamar de Star Wars, Star Trek, Harry Potter... difícil alguém não conhecer algum deles, ou ter ouvido falar. Pode até confundir o Coruja com o Batman, como fazem com Trek e Wars, mas logo alguém vai dar aquele toque amigo, bem discreto... "Darth Vader não fala Vida Longa e Próspera!" Desde o final de 1986, os heróis problemáticos de Moore e Gibbons voltaram algumas vezes: Antes de Watchmen, O Filme, Os Quadrinhos Animados, A Série, O Relógio do Juízo Final... se esqueci algum, desculpe. Todos foram marcantes ao seu modo. Não vou discutir de o filme é melhor ou pior que os quadrinhos, nem se a série bagunçou os novos quadrinhos... considero Watchmen como "Conjunto da Obra", como Star Wars (isso é para outro momento, prometo). Terminei "O Relógio" e fiquei com vontade de mais. Provocou bastante, em especial por relacionar três universos... sim, três. No último episódio há um texto, breve, que deixou uma pulga imensa atrás da minha orelha. Inevitavelmente, revi tudo, desde o início. Esse universo dos heróis humanizados, desajustados, foi feito como uma crítica, para incomodar, e cada uma das suas versões consegue cumprir seu objetivo. Não é uma obra perfeita, e dá total liberdade de ficar apenas na afetividade. Podemos não gostar de alguma versão, ou de todas, assim como podemos passar anos estudando cada nuance de suas páginas. O fato é que se tornou referência. Parece oportuno, por exemplo, rever o seriado depois do último 25 de Maio nos Estados Unidos. Também é interessante observar como as motivações dos personagens originais tornam-se mais ou menos compreensíveis com a passagem do tempo. As ideias pseudo humanitárias de Ozymandias transitam da loucura para uma estratégia pacifista intimidadora a cada nova década pela qual passa. Discutir a sanidade, moral e ética de Rorschach são pontos de partida para muitas horas de conversa prazerosa. Fico na expectativa de uma nova leitura que virá, impressa ou filmada, e como esse universo vai representar nossa realidade que, ultimamente, parece muito mais surreal do que um megapoderoso ser azul que ignora vestuário.

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