"Nicholas Van Rijn, holandês, gordo, presunçoso, arrogante, glutão, beberrão, mulherengo e extremamente inteligente, é um mercador de gêneros, que vai de planeta em planeta, com sua frota própria, à procura dos mais extravagantes negócios. Sua filosofia é simples: há sempre alguém que tem alguma coisa pra vender e desejando outra em pagamento.
Se trocas de mercadorias são relativamente fáceis entre humanos, o mesmo não acontece quando se trata de raças alienígenas, habitando planetas completamente diferentes da Terra, e cujas línguas e costumes são de todo ignorados.
Que fazer, por exemplo, quando Van Rijn é obrigado a apoderar-se de uma nave desconhecida, cuja tripulação destruiu todos os indícios de sua identidade? Qual é a raça inteligente no meio daqueles animais - gorilóides, tartarugas, centauros tentaculares, tigres-macacos e outros mais? Precisam operaram uma nave cujo símbolos e instrumentos são incompreensíveis.
Por que foram atacados inesperadamente no planeta t'Kela, cujas condições climáticas são altamente desfavoráveis ao homem - e aos seus próprios habitantes - quando tudo que desejavam era ajudá-los?
E o que disseram de errado aos yildivanos quando falaram da existência de Deus como um ser superior a todos os viventes?"
Trecho (ajustado, pois os adjetivos eram somente 'gordo e bem-humorado') da orelha do livro, que achei interessante trazer nessa resenha. Um livro confuso, no começo, mas que depois se tornou um pouco mais interessante. Um livro típico da era de ouro da ficção científica, com tudo de bom, e de ruim, que o pensamento daquela época nos traz.