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    A luz do farol -

    Colm Tóibín

    Companhia das Letras
    2004
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-10: 8535905146
    Português Brasileiro
    3.7
    38 avaliações
    Leram49Lendo0Querem62Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos1Desejados62Avaliaram38

    Três mulheres apartadas por conflitos de geração se reaproximam graças a um dramático acontecimento familiar. Indicado ao Booker Prize em 1999, A luz do farol é um romance perturbador sobre o rancor e o poder fundante das relações familiares. Autor de ensaios e relatos jornalísticos, Tóibín é um dos mais importantes escritores irlandeses de hoje. Por motivos perdidos no tempo, Helen, sua mãe (Lily) e sua avó (Dora) resolveram manter distância umas das outras: evitam enfrentar os antigos conflitos que as opõem. Certo dia, porém, uma notícia grave as reaproxima: Declan, irmão de Helen, está com Aids. Reunidas no velho casarão de Dora, as três mulheres abrigam Declan e dois dos melhores amigos dele. Sob a luz intermitente de um velho farol, as personagens são obrigadas a enfrentar desentendimentos e diferenças. A luz do farol é um romance de tom íntimo, em que o silêncio é mais eloquente que as palavras e o ódio mais virulento pode esconder um desejo profundo de reconciliação.

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    Daniel Boratto picture
    Daniel Boratto17/03/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Matéria vida tão fina

    O livro trata das relações afetivas, às vezes tão delicadas, entre familiares e entre amigos – a família que escolhemos. Nesta história a tensão maior está na relação desgastada, ou melhor, na quase não-relação entre mãe (Lily) e filha (Helen), quando se vêem “obrigadas” a conviver juntas durante um final de semana na casa da avó/mãe (Dora, que não tem papas na língua), para ajudar a cuidar do irmão/filho (Declan) que está doente de AIDS. Juntam-se ao grupo dois amigos deste, (Paul e Harry) que são gays como ele. O confinamento traz lembranças, gera tensões, aflora rancores, quebra silêncios e abre caminho para o diálogo, talvez até para um possível apaziguamento. O resultado ao final do livro me pareceu menos interessante do que a sinopse prometia, mas ainda assim é uma leitura agradável, reflexiva, que faz o leitor repensar seus valores, ver outras perspectivas além da sua própria, entendendo que a verdade pode sim ser diferente conforme o ângulo que se observa. Um livro triste, principalmente por causa do doloroso definhamento de Declan, mas por outro lado, esperançoso, porque aponta para uma luz, ainda que intermitente como a do farol que ora ilumina, ora não, a casa onde o drama se desenrola.

    8 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 38
    • 5 estrelas13%
    • 4 estrelas45%
    • 3 estrelas39%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Colm Tóibín profile picture

    Colm Tóibín

    Colm Tóibín, nasceu em 1955 em Enniscorthy, no County Wexford, na Irlanda) e é um escritor premiado, jornalista e crítico literário. Tóibín fez a sua educação liceal como aluno interno do St Peter's College, entre 1970 e 1972. Prosseguiu os seus estudos na University College Dublin, tendo-se licenciado em 1975, após o que partiu imediatamente para Barcelona. A sua primeira novela, The South (em inglês), de (1990), inspirou-se parcialmente nos seus tempos passados na capital da Catalunha, tal como, mais directamente, o seu ensaio Homage to Barcelona, também de (1990). Ao regressar à Irlanda, em 1978, iniciou os seus estudos com vista à obtenção do grau de Mestre, no entanto acabou por nunca entregar a sua tese e deixou a universidade, pelo menos em parte, para uma carreira como jornalista. Os primeiros anos da década de 1980 foram um período particularmente brilhante para o jornalismo irlandês e a época áurea da revista noticiosa mensal Magill (em inglês), de que Tóibín foi editor a partir de 1982 e até 1985. The Heather Blazing (em inglês), de 1992, foi a sua segunda novela, seguida por The Story of the Night (em inglês), em 1996 e The Blackwater Lightship (em inglês), em 1999. Em 2004 Tóibín publicou O Mestre, um retrato ficcional da vida do escritor Henry James, que foi nomeada para o prestigiado Booker Prize. Tóibín continuou sempre a trabalhar como jornalista, tanto na Irlanda como no estrangeiro, tendo também alcançado prestígio como crítico literário, ao editar ou escrever obras como The Penguin Book of Irish Fiction (1999) e The Modern Library: The 200 Best Novels in English since 1950 (1999) com Carmen Callil, bem como o famoso ensaio Love in A Dark Time: Gay lives from Wilde to Almodóvar em 2002. The Blackwater Lightship (em inglês) foi nomeado em 1999 para o Booker Prize e em 2001 para o International IMPAC Dublin Literary Award. O Mestre ganhou em 2006 o International IMPAC Dublin Literary Award; foi nomeado em 2004 para o Booker Prize; ganhou também em 2004 o prémio Los Angeles Times Novel of the Year e o Stonewall Book Award, tendo ainda sido classificado pelo The New York Times como um dos 10 mais notáveis livros de 2004.

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    Wexford, Irlanda

    Colm Tóibín