“O que somos uns para o outro é muito mais complexo do que um descritor poderia abranger.”
Conteúdo indicado para maiores de 18 anos.
Contém cenas de sexo explícito e consumo de drogas.
Um livro bem escrito mas que desperta sentimentos controversos. Uma das resenhas mais difíceis que já escrevi. A história de Lilah e Jimmy é mais complicada do que os tablóides parecem saber. Com infâncias sofridas e segredos que querem deixar no passado, eles não conseguem evoluir. O relacionamento dos protagonistas no início chega a ser tóxico.
“Relutantemente, eu deixo o quarto, em busca da pessoa que mais significa para mim no mundo, mesmo que eu não o trate dessa forma.”
A atitude de Lilah é compreensível mas um tanto exagerada. Ou tão real que é capaz de chocar. E apesar de conhecer os detalhes da infância da moça, que não foi nada fácil, sua falta de vontade em superar os vícios e os traumas do passado no início da trama não promovem empatia, nem simpatia, nem pena.
“Às vezes eu acho que te odeio tanto quanto te amo.”
Apesar das partes românticas e da redenção que acontece na segunda metade do livro, a leitura é densa e pode não agradar a todos, pois o livro possui cenas gráficas do uso de drogas e comportamentos emocionalmente conturbados.
“Por que não posso afastar a sensação de que o futuro perfeito que imagino está prestes a ser arrancado?”
Jimmy e Lilah são duas pessoas quebradas, que em meio a tragédias, entre erros e acertos, aprenderam a amar e depender um do outro. E que em certa parte do livro aprendem que o amor próprio é o mais importante de todos. Mas que no presente, assim como no passado, acabam vítimas de pessoas e de circunstâncias inesperadas e injustas. Só o tempo e o próximo livro revelarão se o futuro com que tanto sonharam poderá se tornar realidade.