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    O Ano Que Vivemos em Lugar Nenhum - A Missão Secreta de Che Guevera

    Paco Inácio Taibo, Froilán Escobar, Félix Guerra

    Scritta
    1995
    290 páginas
    9h 40m
    ISBN-10: 8573200138
    Português Brasileiro
    4
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    Compilado e composto por escritores de esquerda, a obra tem como base documental o diário de Che Guevara, que relata sua malograda experiência guerrilheira no Congo em 1965. Constitui um desmentido rombudo ao que dizia a propaganda revolucionária durante os anos 60. Alguns mitos tratados na obra: 1º mito: O povo queria a revolução. A realidade: A dificuldade do povo congolês em entender a guerra era total. Carta de Che a Fidel: "Não podemos libertar sozinhos um país que não quer lutar". 2º mito: Os rebeldes eram idealistas. A realidade: A cúpula revolucionária era corrupta; os soldados arregimentados eram de religião animista, metidos no mundo tribal e não tinham noção do que supostamente estavam fazendo pela revolução social. Eram bobos-alegres utilizados friamente pelos líderes marxistas. 3º mito: Che Guevara foi grande comandante revolucionário na África. A realidade: Ele estava proibido de combater. Valia como mito e símbolo. Ficava na retaguarda, exercitando seus precários conhecimentos de médico. Aplicava injeções contra doenças venéreas na população. Ganhou fama de ser bom muganga, isto é, feiticeiro. É tal a demolição dessa mitologia pacientemente criada pela propaganda socialista, sempre tão competente e avisada, que a mais elementar lógica impõe a pergunta: o efeito visado pelo livro é esse? Que vantagens o movimento revolucionário atual conseguiria agora com tal livro?" A revolução marxista e estatolatra de Che envelheceu. Encontra-se desprestigiada. Possui ainda uma espécie de dinossauro maléfico e renitente em Fidel Castro. A revolução, mentirosa sempre, serpente antiga, deixou de lado uma casca velha e trocou de pele. Cria hoje novos mitos, falsos como os anteriores. Até lhe é útil destruir as patotas anteriores, como as veiculadas pela mágica maléfica de Che, para assim apagar do espírito de multidões de seus adeptos algumas velheiras, que hoje atrapalham. Ela vai colocando no lugar delas, outros venenos hoje mais tóxicos e destrutivos. São, entre outros, os slogans da revolução dos costumes e a propaganda do tribalismo ecologista.

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    alex santos picture
    alex santos07/04/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Che na África

    O livro conta em detalhes a incursão de uma brigada cubana à África Central para tentar organizar uma guerrilha socialista. Com Che Guevara à frente, os cubanos entram no Congo (atual Zaire).

    1 curtida

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