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    Retratos com erro - Poemas

    Eucanaã Ferraz

    Companhia das Letras
    2019
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-13: 9788535931891
    Português Brasileiro
    3.6
    24 avaliações
    Leram41Lendo1Querem17Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados17Avaliaram24

    Um dos maiores poetas da atualidade, Eucanaã Ferraz percorre mundos concretos e imaginados, o dito e o não dito, segredos e fatos em seu novo livro. Entre o concreto e o imaginado, entre os contos de fadas e as histórias de terror, Retratos com erro desenha muitos mundos que, feito espelhos distorcidos, se multiplicam e se deformam. Se por um lado Eucanaã Ferraz descreve com veemente lirismo o amor zeloso e o desejo tórrido, a beleza e a perfeição, por outro o horror, o medo, a loucura e um riso esgarçado convivem na mesma moldura. E onde está o erro? “Não fui eu quem fez o mundo/ e sei que isso conta a meu favor”, o poeta escreve. O retrato, aparentemente, nunca está completo. Dividido em partes, ou “dobras”, o livro começa na segunda. Falta-lhe a primeira. Embora os três blocos claramente dialoguem em sua estrutura e organização, essa parte ausente, espécie de membro fantasma, deixa o desenho para sempre em suspenso, inacabado. Resta ao leitor decidir se os 22 poemas que compõem cada parte, articulados de modo horizontal, em constante diálogo, se confirmam ou se contradizem. Entre o dito e o não dito, Retratos com erro traz à baila príncipes, rainhas, ladrões, poetas, assassinos, bêbados e mágicos, em meio a uma avalanche de confissões íntimas e as mais factuais notícias de jornal. Nesse turbilhão de personagens reais e inventados, descrições ora diretas ora mirabolantes, um verso do livro sintetiza o conjunto com absoluta limpidez: só o silêncio que reluz é ouro.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Aith er picture
    Aith er25/08/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Poemas contemporâneos

    "Retratos com Erro" de Eucanaã Ferraz, é um livro que apresenta-se como um lirismo poético levemente bagunçado. Apesar de ser considerado um dos maiores poetas da atualidade, não conseguiu me cativar inteiramente. O livro tem poemas que exploram situações vividas e nos apresenta com suas estrofes, mundos. Infelizmente; não pude ser agraciada com as qualidades de seus poemas. A leve bagunça na estrutura e na temática dos poemas parece ser uma escolha do autor, talvez para refletir a imperfeição, essa escolha não conseguiu gerar em mim o impacto esperado. Porém, venho saltar com elogios a um poema que de certa forma me cativou : "Aberração" (p. 28). Tomou-lhe posse de algo almejado por todos, dos tolos aos mais sábios. O amor tão ansiado. O desejo e a vitória de possuir um puro sentimento invejado. Afirmar que "Amor é este meu nome" e, ao mesmo tempo, declarar que "Hoje não tenho nome" demonstra sua transformação consciente de que o amor e a identidade não podem ser reduzidos. infelizmente, essa bagunça acabou deixando uma experiência que me deixou indiferente. Mesmo tentando enxergar com os olhos do autor e ler com suas esferas, não pude me agraciar com o esplendor de seus poemas. A obra, que para alguns pode ser uma exploração das imperfeições humanas, para mim não passou de uma tentativa que falhou em criar uma conexão emocional.

    35 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 24
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas8%
    Eucanaã Ferraz profile picture

    Eucanaã Ferraz

    Eucanaã Ferraz nasceu no Rio de Janeiro, em 18 de maio de 1961. Publicou, entre outros, Desassombro (2002, Prêmio Alphonsus de Guimaraens, da Fundação Biblioteca Nacional), Rua do mundo (2004), Cinemateca (2008, Prêmio Jabuti), Sentimental (2012, Prêmio Portugal Telecom de Poesia), Escuta (2015), e, para o público infanto-juvenil Bicho de sete cabeças e outros seres fantásticos (2009) e Palhaço, macaco, passarinho (Prêmio Ofélia Fontes, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, o Melhor Livro para a Criança). Organizou vários livros, entre eles, Letra só (2003) e O mundo não é chato (2005), ambos de Caetano Veloso; reuniu poemas e letras de canção na antologia Veneno antimonotonia (2005); após preparar a Poesia completa e prosa de Vinicius de Moraes (2004), passou a coordenar a edição das obras do poeta (Companhia das Letras). Publicou, na coleção Folha Explica, o volume sobre Vinicius de Moraes (2006). É Professor de Literatura Brasileira na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e, desde 2010, atua como Consultor de literatura do Instituto Moreira Salles, onde elabora publicações, exposições, debates, cursos e espetáculos. Edita, com André Vallias, a revista on line Errática (www.erratica.com.br).

    20 Livros
    10 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Eucanaã Ferraz