As peças que me (de)formaram - Poesias sobre dores, abusos, amores e sentimentos que me arrastaram até aqui.

    A. N. R. Mota

    Independente
    2019
    41 páginas
    1h 22m
    ISBN-10: B07PMFZQY6
    Português Brasileiro

    Ela está em todos os lugares, por motivos óbvios. Eu tive que me reinventar sozinha. Ele me ensinou sobre as facetas do amor. Mas nós... Há! Nós vamos sobreviver. Uma coletânea de poesias sobre relacionamentos abusivos, amores, amizades e tudo que faz de nós o diamante multifacetado que somos. Podemos chegar ao fim sentindo muito, pouco ou até mesmo nada, mas chegaremos juntos. “Os anos me tiraram as certezas, Mas me deram as palavras. E eu ainda as recolho e organizo para tentar fazer com que alguém as leiam.”

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    Gabrieli Gudniak16/03/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Amadurecimento.

    As Peças Que Me (De)formaram é o primeiro livro da autora A. N. R. Mota, uma coletânea de poemas que abordam diversos temas e fases da vida. Com todos os poemas sendo em verso livre, o livro segue um movimento (tendência, etc, é algo relativamente novo) que vêm se espalhando pela internet, que divide opiniões, entre aqueles que acham que é baixa literatura, e os que veem como não só algo válido, mas uma forma de desafiar o véu sacro e intocável que recaiu sobre a poesia. Eu estou com os últimos. Sem mais delongas, os escritos da autora são retratos intimistas, que conseguem não apenas conquistar a empatia do leitor, mas também dialogar com as experiência de vida de quem está lendo. O que, por sua vez, pode ser tanto uma benção, como uma maldição, afinal, os temas são comuns, mesmo quando exalam sentimentos. Os poemas em si apresentam altos e baixos, contando uma história, o amadurecimento do eu-lírico sendo um dos pontos mais notáveis e que mais me agradou. Existe um reflexo de infância/relacionamentos, com um círculo vicioso fácil de ser notado e que também gostei bastante de ver quebrado. Entretanto, além dos altos e baixos que já mencionei, os poemas não se sustentariam por si só, ou ao menos não teriam tanto impacto fora da obra, parece faltar certa experiência à autora (que eu dou todo apoio para que ela consiga) e técnica (levando em conta que estar fora da técnica ainda é uma técnica). Eu posso estar viajando nesse quesito, mas consegui ver algumas influências de outros escritores. Posso estar errada, mas ainda acredito que a autora precisa encontrar sua marca. O final da segunda parte soa como um clímax, enquanto a terceira, como o fechamento de uma história. Talvez pelo amadurecimento do eu-lírico, ou da própria autora, esses dois momentos são o ponto alto do livro. As Peças Que Me (De)formaram está disponível também no kindle unlimited, uma leitura rápida e prazerosa que eu recomendo não só para aqueles que assinam o serviço.

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