Family Lexicon (NYRB Classics) -

    Natalia Ginzburg

    NYRB
    2017
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-10: B00N6PBDGQ

    A masterpiece of European literature that blends family memoir and fiction An Italian family, sizable, with its routines and rituals, crazes, pet phrases, and stories, doubtful, comical, indispensable, comes to life in the pages of Natalia Ginzburg’s Family Lexicon. Giuseppe Levi, the father, is a scientist, consumed by his work and a mania for hiking—when he isn’t provoked into angry remonstration by someone misspeaking or misbehaving or wearing the wrong thing. Giuseppe is Jewish, married to Lidia, a Catholic, though neither is religious; they live in the industrial city of Turin where, as the years pass, their children find ways of their own to medicine, marriage, literature, politics. It is all very ordinary, except that the background to the story is Mussolini’s Italy in its steady downward descent to race law and world war. The Levis are, among other things, unshakeable anti-fascists. That will complicate their lives. Family Lexicon is about a family and language—and about storytelling not only as a form of survival but also as an instrument of deception and domination. The book takes the shape of a novel, yet everything is true. “Every time that I have found myself inventing something in accordance with my old habits as a novelist, I have felt impelled at once to destroy [it],” Ginzburg tells us at the start. “The places, events, and people are all real.”

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    Bookster Pedro Pacifico10/03/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Léxico familiar, de Natalia Ginzburg – Nota 8/10

    Hoje em dia, quando se fala em escritora italiana, logo pensamos no sucesso Elena Ferrante. No entanto, a voz feminina na literatura italiana começou muito antes, com as obras de Natalia Ginzburg – e que, já aviso, não se assemelham com a forma de narrar histórias de Ferrante. “Léxico familiar” é um dos livros mais conhecidos da autora e foi a minha escolha para o mês de dezembro do #DesafioBookster2019, em que o tema era relações familiares. • E, como o título já indica, esse livro traz uma teia de afetos, encontros e separações entre os familiares de Ginzburg e aqueles cujas vidas de alguma forma passaram por essa família. Confesso que para um tema de relações familiares, dificilmente poderia ter feito uma escolha muito melhor. De fato, o leitor é convidado a participar, por meio das memórias de Ginzburg, do convívio íntimo de sua família – uma tradicional família judia italiana. São histórias das mais corriqueiras, até fatos que marcaram de forma permanente o destino das pessoas que estavam à sua volta. São histórias que revelam o caráter universal de um léxico familiar, por mais diverso que ele seja. Um livro publicado em 1963, mas que dificilmente ficará ultrapassado. Além disso, apesar de a obra ser ambientada em um momento de “criação de leis raciais na Europa”, como indica a sinopse, esse é um tema que fica realmente em um segundo plano. As angústias e o sofrimento pela discriminação não são foco das lembranças da autora. Não espere encontrar uma obra com altos e baixos. “Léxico familiar” talvez não tenha sido escrito para prender a atenção, mas para ser aproveitado aos poucos, na medida em que vamos conseguindo nos aproximar mais dessa rede de memórias e nos sentirmos parte dessa família.

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