Diário da catástrofe brasileira II (Diário da catástrofe brasileira #2) - - a pulsão de morte no poder

    Ricardo Lísias

    Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda
    2019
    63 páginas
    2h 6m
    ISBN-10: B07PQNH49D
    Português Brasileiro

    Segundo volume do diário que Ricardo Lísias publicará analisando o novo governo brasileiro e os movimentos mundiais de extrema direita. A pulsão de morte chegou ao governo brasileiro. Autores citados: S. Freud e Michael Oakeshott. A campanha vencedora ultrapassou todos os limites. Muita gente ainda se recusa a aceitar que o Brasil abrigue quase 60 milhões de neofascistas. Autor citado: Freud. Lunático citado: Olavo do Carvalho. Filme citado: Intervenção – amor não quer dizer grande coisa de Tales Ab’Saber e Rubens Rewald. Enquanto as pessoas com estrutura psíquica preservada, ou ao menos cuidando dela, estamos dormindo, lendo, transando, dançando na balada ou quem sabe bebendo a última com os amigos noite adentro, há uma multidão de gente repassando vídeos denunciando que Evo Morales, por exemplo, está invadindo o Brasil e... que a terra não é redonda. Autor citado: Freud. Os manifestantes contra a guerra do Vietnã tinham razão: quem não transa, mata. A ministra Damares e a goiabeira. Autor citado: Daniele Giglioli. A pulsão de morte está sendo colocada em prática através da terceirização. Um meme é a senha. Autor citado: Freud. A mutilação da reserva indígena Raposa Reserva do Sol e do Sesc. Autor citado: Tales Ab’Saber. Acontece em TODOS os momentos da história da arte: o que porventura era contra hegemônico se torna oficial, canônico e digerível pelo establishment. Habemus corpus Lulae: o corpo de Lula é hoje uma garantia. Quem o controla tem poder. Autor citado: Alyson Mascaro. Existe a Civil Law, a Common Law e no Brasil também a Lulae Law. Para o corpo de Lula continuar sendo a salvaguarda da direita brasileira, o Poder Judiciário foi capaz de sugerir que um cadáver saísse andando. Para os responsáveis pela sua defesa durante o velório do neto, Lula é uma mistura de Rambo com Che Guevara. A barbinha gourmet dos policiais armadões que escoltaram Lula é ridícula. Um dos trunfos do neofascismo é fabricar apoiadores impotentes. Autor citado: Freud. O Nada para se materializar em discurso (e portanto apoio eleitoral) precisa se recobrir por algum invólucro. Ele, assim, se disfarça em “marxismo cultural”, “ditadura gayzista”, “domínio da esquerda nas universidades” e por aí vai em um vagalhão destrambelhado de alucinações. Tem que ser muito broxa para ficar às três da manhã gravando vídeo para denunciar a invasão esquerdista no Brasil. Autor citado: Umberto Eco. Não é à toa que Donald Trump, em um ato de dramático delírio, declarou-se o “Hemingway dos 140 caracteres”. Não há reação! Autor citado: Freud. Autor citado: Samuel Beckett. Autora citada: Marie-José Mondzain. Marcelo Adnet: brilhante. Recomendações de Steve Bannon para campanhas políticas. A morte ronda essa gente. Autor citado: Umberto Eco. Ai Wei Wei é um dos artistas mais eficazes do nosso tempo. Autor citado: Philip Roth. Por que tanta gente chique, que sempre vai passar férias em Paris, resiste a aceitar que o autor morreu? Autor citado: Enzo Traverso. Sergio Moro é de todos os membros da pulsão de morte que se instalou em Brasília o mais competente em suas intenções. Alê Youssef e Bruno Covas. Nossa, que legal. A manifestação performática durante o carnaval. Peça O Movimento. Agenda

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