"Com certeza a música nunca morreria, não para ela."
Cecília ama as rosas vermelhas. Tendo crescido com seus pais, honestos trabalhadores, sempre ficava encantada com a Mansão das Rosas, local onde sua paixão pela música foi despertada. Após um triste acontecimento em sua família, ela teve seu destino mudado para a Capital. Contudo, anos após sua ida, seu regresso para a Vila se torna necessário.
"Quando a música morreu" nos revela um romance doce, mas ao mesmo tempo amargo; feliz, mas ao mesmo tempo com sombras de dor causadas pela perda. De um lado Cecília, uma mulher com suas raízes na Vila, mas feliz com a sua vida na capital e com suas conquistas. Do outro, Álvaro, um homem da Vila vivendo nas sombras de um passado cheio de dor e arrependimento.
E que eles poderiam ter em comum?
O amor. Mesmo em meio a espinhos, ele está lá, em algum lugar. Basta ter o momento e o jeito certo para fazê-lo despertar.
Esse é um livro que fala sobre fé e amor. Sobre acreditar em seu eu interior, em sua essência e não abrir mão disso. Sobre sinceridade, sobre família e sobre pequenos gestos que podem mudar o mundo de alguém. Cecília (ou Ceci) se tornou uma personagem muito querida ao longo da leitura, com qualidades que valem a pena serem cultivadas por todos nós.
Álvaro foi intrigante desde o começo. Um personagem que escondia segredos, descobertos gradativamente pelo leitor. Jude, grande amiga de infância de Cecília, Mauro, pai de Ceci, entre outros personagens, foram bem desenvolvidos durante a história e a autora conseguiu trazer toda essa atmosfera da Vila para as páginas.
Ao iniciar o livro, não imaginava o quão especial essa história se tornaria. Se você gosta de romances com toque de drama e que possuem uma carga interessante de história junto a cada personagem, eu recomendo muito a leitura! Foi uma ótima descoberta nacional que a Amazon me proporcionou!