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    A Igreja dos Tempos Clássicos (I) (História da Igreja de Cristo #VI) -

    Daniel-Rops

    Quadrante
    2000
    480 páginas
    16h 0m
    ISBN-13: 9788574650302
    Português Brasileiro
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    O “grande século das almas” não é um século risonho. Abre-se com a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) e encerra-se com as guerras da Liga de Augsburgo. Assiste à predominância crescente dos interesses políticos e econômicos sobre os religiosos e ao recrudescimento da lamentável oposição entre protestantes e católicos e das perseguições num e noutro campo. E esses flagelos trazem consigo, como sempre, o seu cortejo de fomes e misérias. Mas é nesse panorama, sob tantos aspectos desolador, que assistimos a um reflorescimento da santidade e à árdua implantação da Reforma tridentina. Em primeiro lugar, é São Vicente de Paulo, esse “campônio” que se tornou confessor da rainha e preceptor de uma das principais famílias da França, para fazer-se pároco rural, fundador não de uma, mas de três instituições universais, e figura central do reino das flores-de-lis. Não há nenhum setor da sociedade, nem mesmo o dos condenados às galés, que tenha permanecido à margem da sua atuação e da dos seus filhos. Mas são também muitas outras almas santas: Luísa de Marillac, co-fundadora com Vicente de Paulo das Damas e das Irmãs da Caridade; João Eudes, que encontrará a fórmula para os seminários dedicados à formação do clero; Francisco Régis, heróico evangelizador do povo simples; Luís Maria Grignion de Montfort, cantor das glórias de Maria Medianeira; Margarida Maria de Alacoque, que difunde a devoção ao Sagrado Coração de Jesus; João Batista de la Salle, que revoluciona o ensino... E não se podem esquecer grandes figuras como Jean-Jacques Olier, fundador dos sulpicianos; o cardeal Richelieu, controvertido, mas afinal um cristão; os grandes pregadores Bossuet, Fénelon ou Vieira; Blaise Pascal, genial matemático e autor dos Pensamentos; e tantos outros... Faz-se neste tempo um trabalho de fundo como raramente se pôde ver. Um frêmito de preocupação pelos pobres, doentes e todos os desfavorecidos percorre a sociedade. Criam-se as Missões, para evangelizar as regiões rurais, e os Seminários, que por trezentos anos serão a chave para formar um clero piedoso e digno. Funda-se a Companhia do Santíssimo Sacramento, pioneira do apostolado dos leigos, mas adiantada demais para a época. Implanta-se a espiritualidade do Humanismo Devoto, que remonta a São Francisco de Sales, e a da Escola Francesa, cujo principal propagador é Pierre de Bérulle, que ensinarão o cristão comum a viver na presença de Deus da manhã à noite. Mas este é também o tempo do absolutismo crescente, por assim dizer “encarnado” no “Rei-Sol” Luís XIV. “Lugar-tenente de Deus” na sua própria acepção e na dos seus contemporâneos, esse “Rei Cristianíssimo” não deixa de ser um homem, e sucumbe inúmeras vezes sob o peso do orgulho e do cinismo político. Imbuído da sua missão, mas de horizontes estreitos, revoga o Edito de Nantes e persegue os protestantes com uma brutalidade desaprovada pelos próprios bispos franceses, e que acabará por preparar o clima para a Revolução Francesa; corta as comunicações da Igreja de França com a Igreja universal, propiciando o surgimento e a expansão do galicanismo; provoca querelas com os Papas, que procura humilhar e submeter à sua vontade... Não faltam também as heresias que ameaçam a unidade do Corpo de Cristo e semeiam a inquietude entre os cristãos. É o jansenismo, nascido como uma “conspiração” com algo de pueril, mas que ganhou corpo e contaminou muitos espíritos, deixando atrás de si um travo amargo a marcar a espiritualidade francesa. E o quietismo, aparentemente pouco mais que um alvoroço passageiro em torno da “semi-mística” Mme. Guyon e do bispo Fénelon, mas que talvez tenha deixado a sua marca em Jean-Jacques Rousseau, influenciando assim todo o “pensamento moderno” por nascer. Sombras e luzes, como em todos os tempos. Mais inquietantes, talvez, porque mais próximas do nosso. Abrindo-se sobre uma plêiade de santos, o século XVII fecha-se na glória aparente de um Luís XIV, que no entanto esconde uma crescente pobreza interior. Preparam-se o iluminismo e o grande ataque da inteligência contra a Igreja, que marcará, em certa medida, toda a Era Moderna.

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    Henri Petiot

    Daniel-Rops (Épinal, 19 de janeiro de 1901 – Aix-les-Bains, 27 de julho de 1965) foi um escritor e historiador francês cujo verdadeiro nome era Henri Petiot. Foi professor de História e diretor da revista Ecclesia (Paris), e tornou-se mundialmente famoso sobretudo pelas obras de historiografia que publicou: a coleção História Sagrada, que abrange os volumes: O povo bíblico (1943), Jesus no seu tempo (1945) e os onze tomos desta História da Igreja de Cristo (1948-65). Também foi autor de diversos ensaios, obras de literatura infantil e romances históricos, entre os quais destacam-se: Morte, onde está a tua vitória? (1934) e A espada de fogo (1938). Foi eleito para a Academia Francesa em 1955.

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    Henri Petiot