A Trilogia Cósmica criada por Lewis é resultado de uma aposta entre ele e seu grande amigo J.R.R. Tolkien. Segundo relatos, os temas foram decididos no cara ou coroa; Lewis ficou com viagem no espaço, e Tolkien com viagem no tempo. Tolkien acabou não cumprindo a aposta, enquanto Lewis não parou em um só livro. A famosa amizade entre os dois foi eternizada pela criação do personagem principal, Elwin Ransom, professor e filólogo, assim como Tolkien. Nessas aventuras de Dr. Ransom pelo espaço encontramos criaturas mágicas, um mundo de encantos, batalhas épicas e revelações de verdades transcendentes.
Perelandra (Trilogia cósmica #2) -
C. S. Lewis
E SE NÃO TIVESSEMOS COMIDO DO FRUTO?
O segundo livro da conhecida "Triologia Cósmica" de C.S Lewis, "Perelandra" é a continuação da estória do Dr. Ransom pelo sistema solar, conhecendo a complexidade da criação e contemplando a diversidade imaginária do Criador. Em "Perelandra" encontramos um "mundo novo", vivendo seu "Éden", sem qualquer contato com o pecado. É claro que as coisas não são tão simples assim, muitas coisas irão acontecer para sacudir o enredo. O planeta Perelandra é conhecido por nós como Vênus, contudo não é o Vênus desertico que conhecemos, apenas o vemos assim porque nossa visão da criação está corrompida. Lewis é muito criativo, além de explorar conceitos filosóficos complexos em meio a uma ficção científica pra lá de instigante. DOS PONTOS FORTES. Perelandra é um planeta vivo, cheio de mistérios, muito bem construído pelo Autor, desafiando de maneira positiva a imaginação do leitor. Na minha opinião o ponto de maior destaque são os diálogos da Dama com Dr. Ransom e mais um personagem que vou omitir para evitar "spoiler". As referências e alusões a Criação e o nosso Éden propostas por Lewis irão embalar uma leitura faminta durante os diálogos , porém morosa quando trata-se das descrições extensas. A guerra entre a verdade e a mentira, a pureza e a corrupção, a obediência e a desobediência, a vida ou a morte, são extremamente satisfatórias, bem como os pensamentos filosóficos do Autor são profundos e não permitirá ao Leitor não mergulhar fundo. Um livro instigante e muito curioso, com um enredo envolvente, logo você se verá correndo pelas ilhas móveis de Perelandra. Lewis conduz seu leitor apresentando um mundo tão jovem e vivido, mas sem dúvida o que mais chama a atenção são os diálogos e suas referências. E se Eva não tivesse comido do fruto? Muito me perdi imaginando entre as páginas enquanto a estória de Perelandra se desenvolvia. DA CRÍTICA Tive problemas com as descrições longas que diminuem o ritmo dos diálogos, isso aconteceu no primeiro livro e se repetiu no segundo. Também ressalto que a estória chega no ápice e, então, Lewis dá uma quebrada no ritmo do enredo, deixando o Leitor impaciente esperando o desfecho. Tem quem ame as longas descrições, porém não sou eu, contudo, são apenas alguns momentos e não atrapalham a ponto de comprometer. CONCLUSÃO Lewis é genial no desenvolvimento deste enredo, prende o leitor do início ao fim, propondo um diálogo filosóficos que, em grande parte, é um oceano ! Nota 4,5 e ansioso pelo último, já está na lista!
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