Devo avisar que ler em inglês não facilitou muito a minha leitura, principalmente por que as facções tem nomes totalmente diferentes, e muitas vezes foi difícil de compreender. Por exemplo: a facção Amizade, na verdade se chama Amity, e eu esperava Friendship.
O livro com certeza mantém a excelente qualidade que tem no primeiro, e apresenta uma Tris mais humana, menos limitada a ser somente corajosa ao tempo todo, e se permitindo ficar triste e quebrada. Dá pra ver que ela está traumatizada com a perda de seus pais e arrependida até a morte por ter matado Will (coisa que não ficou tão clara em Divergente, o que me incomodou muito).
Outra coisa que ficou mais humana foi sua relação com Tobias, que passou de um idolatrando o
outro para algo mais real, com brigas, reviravoltas, reconciliações, mais pegação... Enfim, uma relação normal. O livro também explica melhor muitos assuntos que ficam meio mal explicados no primeiro:
Quais as filosofias das outras facções, além do óbvio? Como realmente vivem os sem facção? Como as facções vêem umas as outras? Quais são seus líderes? Como realmente era a família de Tobias? Todas essas questões são resolvidas.
Além de muitos esclarecimentos, o livro não deixa a desejar no quesito ação que é com certeza o ponto alto de Divergente! As facções estão em guerra e o livro te prende do começo ao fim, tanto para ver o quanto Tris vai evoluir quanto para descobrir qual é a real intenção da Erudição para tentar eliminar uma facção inteira.
E é claro que há aquele final marcante que de deixa mais curioso ainda para o próximo livro, que eu estou começando a achar que é a marca registrada de Veronica Roth.