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    Jack Maggs -

    Peter Carey

    Faber & Faber
    1998
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9780679309796
    3.2
    42 avaliações
    Leram61Lendo3Querem48Relendo0Abandonos2Resenhas3
    Favoritos0Desejados48Avaliaram42

    As a novelist, Peter Carey is hardly a stranger to the 19th century: his Oscar and Lucinda was a veritable treasure-trove of Victoriana. In this novel, however, Carey has set himself an even more complicated task--reimagining not only a vanished era but one of that era's masterpieces. Jack Maggs is a variation on Great Expectations, in which Dickens's tale is told from the viewpoint of Australian convict Abel Magwitch. The names, it's true, have been tinkered with, but the book's literary paternity is unmistakable. So, too, is the postcolonial spin that Carey puts on Dickens's material: this time around, the prodigal Maggs is perceived less as an invading alien than a righteous (if not particularly welcome) refugee. Of course, rewriting a page-turner from the past offers some major perils, not the least of them being comparisons to the original. Carey, however, more than withstands the test of time, alluding to the formality of Victorian prose without ever bending over backward to duplicate it. In addition, his eye for physical detail--and the ways in which such details open small or large windows onto character--is on par with that of Dickens. Here, for example, he pins down both the body and soul of a household servant: "Miss Mott was lean and sinewy and there was nowhere much for such a violent shiver to hide itself. Consequently it went right up her spine and disappeared inside her little white cap and then, just when it seemed lost, it came out the other side and pulled up the ends of her thin mouth in a grimace." Throw in a wicked mastery of period slang, a subplot about Victorian mesmerism (of which Dickens was, in fact, a practitioner), and an amazing storytelling gift, and you have a novel which meets and exceeds almost any expectation one might bring to it.

    Edições (3)

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    Resenhas (3)Ver mais
    Rosana picture
    Rosana26/06/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Relutantemente recebe o título de bom!

    O misterioso Jack Maggs é um personagem nebuloso. Mesmo citado como criminoso perverso termina conquistando o leitor que se vê torcendo por um final satisfatório. Maggs ao longo da vida somente conheceu o sofrimento. Abondando quando bebê acaba sendo criado por malfeitores que tinha com o único objetivo transforma-lo em ladrão. Sofre com os maus tratos da madrasta e do seu filho Tom. Mas encontra companheirismo e amor junto a Shopina Smit, uma menina de destino semelhante ao seu, utilizada pelo pai bandido como instrumento de ladroagem. A história começa com um estranho sombrio circulando pelas ruas imundas de Londres, ele bate em uma porta onde não é bem recebido por uma mulher, para depois apresentar-se diante de uma casa onde acredita ser esperado. Não encontrando ninguém, esse homem termina praticamente “içado” pelos empregados da casa vizinha e sendo “induzido” a ser o novo copeiro da residência. Esse homem é Jack Maggs, um criminoso deportado endurecido pelo passado e pelas atrocidades sofridas na prisão, que sob o risco de ser executado por seus crimes deixa a distante ilha prisão na Austrália e retorna ao seu país com o intuito de interagir com Henry Phipps, o homem a quem considera como um filho, ao passo que este suposto filho foge de sua indesejada presença. Enquanto espera a presença do filho na casa vizinha, Maggs tenta trabalhar como copeiro e cai na mira de um amigo ilustre de seu novo patrão, o escritor Tobias Oates, que o hipnotiza com a finalidade de desvendar seu passado e posteriormente utilizá-lo em um dos seus livros. Maggs faz um trato com Oates e aceita ser hipnotizado em troca do escritor coloca-lo em contato com Henry Phipps. Quando sua condição de criminoso foragido vem a tona Jack Maggs começa a agir, e então o desenrolar da trama segue de maneira insólita. A personalidade de Jack Maggs segue envolta em mistério, decifrada de maneira parcimoniosa e pouco detalhada. A cena da contratação de Maggs, assim como a trama se passam de forma excêntrica. As sessões de hipnose e o uso de fluído magnético no processo são pouco esclarecidos. O autor utiliza de muitos subtendidos e entrelinhas para dar conhecimento ao leitor da vida pregressa de seu personagem, deixando pontas soltas sem elucidação. Como se deu a fundo a história Shopina Smit? Seu enlace, prisão e destino final? Quem e como realmente foi arquitetado o fim de Tom? Como se deu a história e quem era (m) a(s) mães dos filhos de Jack Maggs? Respostas enterradas ou deixadas nas entrelinhas de Peter Carey!! Mas, apesar dos pesares a história e Jack Maggs cativam (nem sei bem por que) e o final é satisfatório, por isso (relutantemente) recebe o título de bom, o equivalente a três estrelas.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.2 / 42
    • 5 estrelas7%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas45%
    • 2 estrelas17%
    • 1 estrelas2%