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    Maria Teresa Horta | Poesia (década 1960) - Organização: Michelle Vasconcelos e Marlise Vaz Bridi

    Maria Teresa Horta

    LiberArs
    2019
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9788594591616
    Português
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    Maria Teresa Horta inicia seu percurso literário no início da década de 60 do século passado e, sem interrupção, continua sua trajetória até os nossos dias, o que representa praticamente 60 anos de poesia e de ficção de uma qualidade irretocável, uma trajetória poucas vezes realizada na história da literatura com o vigor e rigor da que temos, como leitores e estudiosos, a alegria de presenciar. O fato de Maria Teresa Horta ser uma das poetisas e escritoras portuguesas de maior reconhecimento entre os brasileiros, apesar de ter, obviamente, toda sua obra escrita em Português (o que, em princípio, seria de acesso direto à nossa leitura), deixa-nos, entretanto, em grande dificuldade a cada volume de sua obra publicado em Portugal, uma vez que é sabida a dificuldade que temos, apesar da propalada irmandade entre nossos povos, de acesso aos livros portugueses por nós e dos brasileiros, por eles. A publicação dos volumes da obra inicialmente traz aos leitores a poesia de Maria Teresa Horta organizada por décadas, iniciando com a década de 1960. Os volumes de poesia são acompanhados de estudos realizados por especialistas brasileiros e portugueses de literatura portuguesa o que, sem dúvida, só amplia o interesse da nossa edição, que se configura como crítica. Este volume de abertura contempla a poesia da década de 1960, mais exatamente os títulos: Espelho Inicial (1960), Tatuagem (In Poesia de 61, 1961), Cidadelas Submersas (1961), Verão Coincidente (1962), Amor Habitado (1963), Candelabro (1964), Jardim de Inverno (1966) e Cronista não é recado (1967), e conta com os estudos de Ana Maria Domingues de Oliveira e de Luís Maffei, ambos estudiosos de poesia portuguesa, que em publicações anteriores se dedicaram à leitura da obra de Maria Teresa Horta. Resta ainda dizer que não podemos prometer a obra completa de Maria Teresa Horta: como incontáveis vezes já se falou, como uma espécie de provocação a todos nós, seus leitores, sempre restará o mistério das Novas Cartas Portuguesas que esperamos se mantenha como tal por muito tempo, já que Maria Teresa Horta e suas parceiras na publicação da obra – Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa – comprometeram-se jamais, em vida, revelar a autoria individual dos textos que compõem essa obra absolutamente importante para a história da literatura portuguesa e da própria História de Portugal.

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    Maria Teresa Horta

    Maria Teresa Horta nasceu em Lisboa em 20 de Maio de 1937. Oriunda, pelo lado materno, de uma família da alta aristocracia portuguesa, conta entre os seus antepassados a célebre poetisa Marquesa de Alorna. Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Dedicou-se ao jornalismo e à questão do feminismo tendo feito parte do Movimento Feminista de Portugal juntamente com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, que em conjunto lançaram o livro "Novas Cartas Portuguesas". Também fez parte do grupo Poesia 61 e publicou diversos textos em jornais como Diário de Lisboa, A Capital, República, O Século, Diário de Notícias e Jornal de Letras e Artes, tendo sido também chefe de redação da revista Mulheres. Sua obra é marcada por uma forte tendência de experimentação e exploração das po

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