De todos os livros que li de Jonathan Kellerman, Os Escolhidos foi o que mais gostei, o que mais me assombrou e o que definitavamente me transformou em um grande fã do autor. Isso tudo porque o tema do livro é bem mais pesado do que todos os outros. Nada de começar com adultos loucos e homicidas ou pessoas maduras sendo assassinadas. Desta vez, após poucas páginas lidas, já nos deparamos com uma garota de 15 anos morta por um assassino frio e cruel.
A garota é filha de um diplomata israelense, e se sua pouca idade já era digna de polêmica, ela também possuía atrasos mentais e problemas de audição. O modo como é narrada a morte da menina, a reconstrução do momento do crime, além de seus sentimentos na hora da morte, dá ao livro um clima extremamente real e assustador. A morte da garota, como pode-se perceber, nada mais é do que o simples fruto de um assassino doentio... Será mesmo?
Alex Delaware, junto de seu amigo investigador Milo Sturgis, fará de tudo para desvender mais este mistério, que parece ir muito além de um simples crime. Se infiltrando em território inimigo, ele acaba se deparando com um dos casos mais perigosos de toda a sua vida: uma conspiração com total desprezo pela vida humana. E mais uma vez, o psicólgo-detetive terá que, além de tentar evitar mortes de pessoas inocentes, tentar evitar a sua própria morte.
Os Escolhidos foi o último livro de Kellerman que tive o prazer de ler, e sem qualquer dúvida encerrei a leitura com chave de ouro. Surpreendente, misterioso e com muita ação, recomendo mais que nunca. Aliás, não recomendo apenas este livro, mas todas as obras do autor. Cada livro é melhor que o outro, e é capaz de encher a mente de qualquer um com tanto mistério que você nunca irá ver igual.