A proposta da edição não tem como passar despercebida, juntar uma obra escrita durante a juventude com uma escrita durante o período mais realista do Dostoiévski. Para quem conhece um pouco a biografia do autor a experiência é quase irresistível.
Noites Brancas é uma leitura boa, me lembrou muito de A mão e a luva, de Machado de Assis e eu gostei dos personagens. Já Eterno Marido foi um conjunto de altos e baixos, os diálogos entre o marido e o amante foram muito confusos pra mim, comecei e terminei a obra sem entender a relação entre eles, por outro lado há cenas muito boas com outros personagens e a exploração do passado do protagonista com a sua ex-amante são interessantes, realmente me fizeram pensar mais sobre as relações íntimas e seus determinantes.