A ilha perdida - Lost island

    Phyllis A. Whitney

    Deagá
    1970
    314 páginas
    10h 28m
    ISBN-10: B0761JWMXF
    Português

    Lacey, Elise e Giles cresceram juntos em uma ilha envolta em névoa, na costa da Georgia. Há muito tempo, e sem Giles nunca saber, Lacey deu à luz a seu filho e depois o entregou a Elise, sua prima linda e dominadora, que havia casado com Giles e que, através de uma trama complexa, alegara que a criança era dos dois. Lacey tentou esquecer do filho e de seu amor por Giles, mas, dez anos depois, ela ainda não havia conseguido. Então, decide voltar e enfrentar Elise pelo bem de seu filho, após saber dos problemas que a criança vinha sofrendo, assim como o casamento entre Elise e Giles, mas, em meio a tantos segredos, a morte ronda cada um deles.

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    Carla Silva25/11/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O Gótico Moderno de Phyllis A. Whitney

    Dentro do seu gênero próprio - aquilo a que a autora mesma gostava de chamar "suspense romântico" - A Ilha Perdida cumpre seu papel. A trama com seus característicos aqui está: segredos do passado, propriedade sombria, compartimentos secretos, mulheres fatais como antagonistas das heroínas, episódios perturbadores e estranhos - sim. E Phyllis Whitney apresenta essas marcas com sua costumeira técnica competente, os parágrafos longos, descritivos, que acrescentam camadas à narrativa e constroem habilmente a atmosfera do gótico - o que eu prefiro chamar de "gótico moderno". Temos as usuais inimigas da protagonista - em Whitney, frequentemente mais de uma, sendo a segunda "rival" figura oculta, disfarçada - seu disfarce só revelado no final da história, criando assim suspense e choque adequados. Não é o melhor da autora, mas relendo tenho de reconhecer: sua trama básica, com elementos de melodrama, de dramalhão mesmo, são bem colocados e jamais descambam para o lacrimogêneo: esta não era a sua falha. Como sempre, esta parece-me estar na caracterização do interesse romântico da heroína (não dá pra chamar aquilo de herói). Contudo, como exemplar do gótico moderno, é exemplar digno.

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