Ryder McKay era uma criança comum. Tinha medo de escuro, morava com o irmão mais velho Finn e era criado pelo pai, Keane McKay, que lhe contou que sua mãe morreu durante o seu nascimento. Até presenciar, com quatro anos de idade, um pesadelo com todas as luzes acesas que muda seu relacionamento com seu pai. Para sempre.
Jane foi uma criança rejeitada e indesejada. Abandonada pela mãe, que mesmo após muitos anos não faz questão de qualquer relacionamento com a filha, foi criada sem muito afeto pelos tios. Tornou-se uma mulher inteligente e bem sucedida. E muita grata ao seu mentor, o perfeito Keane McKay.
Quando Ryder e Jane se conhecem a química entre eles é explosiva. Quando o BDSM entra em campo você se pergunta se o livro vai ficar focado só nisso. E a resposta é não. O livro também traz elementos de suspense policial, thriller psicológico e partes cheias de ternura. Algo que me surpreendeu.
Quanto mais nos aprofundamos na trama encontramos novos mistérios. Ninguém é confiável. E no meio disso tudo temos um casal com uma química absurda e muitos traumas familiares que busca construir um relacionamento que vá muito além de apenas sexo.
As cenas de sexo são descritivas, porém não exageradas. Tem BDSM, mas nada muito escandaloso ou assustador. A maneira como certas descobertas sobre o comportamento e as necessidades de Jane e Ryder são apresentadas tornam a narrativa interessante Nunca pensei que leria BDSM e acharia normal, admito. Shelly Bell mudou um pouco meus conceitos e preconceitos.
Uma reviravolta dramática muito bem construída e emocionante. Com segredos chocantes vindo à tona e mudando sua forma de ver os personagens. Um final que dilacerada e depois aquece o seu coração. Um romance intenso. Com amor, perigos, mistérios, bebês e BDSM. Uma mistura que parece não vai dar certo, mas é muito bem desenvolvida pela autora e resulta na excelente leitura.