Ele é um jogador. Ele toca baixo com dedos experientes. Ele toca mulheres com charme inebriante. E ele vai brincar comigo com a facilidade de um virtuoso. Quem melhor para me ensinar a jogar do que o próprio mestre? Eu sou sua aluna modelo, primeira fila, lápis afiado. Cantadas? Eu tenho todas. Bebidas grátis? Dúzias. Beijos? Deixe-me pegar meu protetor labial. Mas a lição mais valiosa que aprendi é que há tantas coisas que não sei. Como por que o seu toque desencadeia uma reação em cadeia direto aos meus nervos. Ou como eu estou certa de que cada beijo é o melhor que terei, até o momento em que seus lábios tocam os meus novamente. Há tanto que eu não sei. Como o fato de que sou apenas uma aposta. Mas nós somos o que somos. Ele é um jogador dos pés à cabeça. E eu sou a idiota que se apaixonou por ele.
Player (Red Lipstick Coalition #2) -
Staci Hart
Val e Sam são colegas de trabalho, ambos são músicos da Broadway. E as similaridades acabam aqui. Os dois são completos opostos, dia e noite. Val é introspectiva, recatada, sem muitos amigos, não se acha bonita e os quilinhos a mais na balança a incomodam. Sam é forte, atlético, bonito, bem relacionado, cheio de personalidade e um completo mulherengo. Val nutre um amor platônico por ele. Sam a acha atraente, mas fora isso, ela é a garota que exala bondade e inocência e que é propensa a acidentes. Até que uma aposta fará com que se aproximem. Sam pensará em protegê-la. Val celebrará a chance de passar um tempo com ele. E a confusão está armada. E em um mundo recheado de trompetes, contrabaixos, música, dança, culinária e outras culturas, os dois irão cultivar uma amizade verdadeira e vão perceber que nem tudo é o que parece, que as percepções que eles têm de si mesmos podem estar equivocadas. Adorei Sam. Quem diria que o mulherengo tem um bom coração. Ele é incapaz de ser maldoso, tudo o que ele faz (e concordo que ele erra as vezes, como por exemplo não contar sobre a aposta) sempre é pensando no bem estar dos outros, evitando machucar qualquer pessoa por culpa de alguma atitude sua. Ele foi atencioso, fofo, engraçado e extremamente apaixonante. O modo como ele enxerga Val, como ele tenta mostrar para ela como ela é bonita e interessante é apenas um exemplo de como ele é maravilhoso. Val sofreu muito enquanto crescia. Os comentários maldosos que ouviu, tudo por causa de seu corpo, foram duros e a fizeram se envergonhar de sua silhueta. Os seus irmãos a apoiaram e a protegiam, mas o dano já havia sido feito, ela se escondeu de si mesma, usando roupas largas para se proteger. A fase do “namoro de mentira” foi uma das partes mais engraçadas do livro. Sam decide ensinar técnicas de conquista para Val, o que gera várias situações hilárias. O repertório de “cantadas” de Val é um dos pontos altos do livro. Os nomes dos capítulos são um caso à parte, totalmente coerentes com o enredo. O que falar de Ian…. ele é um psicopata, uma daquelas pessoas que simplesmente são más, sem motivo, sem sentido, são malvadas pelo simples prazer de prejudicar os outros, alguém que não sabe lidar com sua falta de caráter e decide atacar os outros para tentar justificar seus péssimos atos. Player tem um bom casal, com uma boa química, engraçados, personagens secundários interessantes, um cenário acolhedor e que desperta interesse e uma boa estória que prende o leitor. Durante o livro, muitas vezes é falado que O Amor é Música. Concordo. Me apaixonei por cada batida.
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