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    Nightflyers -

    George R. R. Martin

    Suma
    2019
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788556510815
    Português Brasileiro
    3.6
    478 avaliações
    Leram589Lendo20Querem363Relendo1Abandonos6Resenhas103
    Favoritos11Desejados363Avaliaram478

    Misturando ficção científica e terror, Nightflyers é um conto único em enredo e narrativa, e uma obra-prima de George R. R. Martin, um dos maiores nomes da literatura fantástica de todos os tempos. Nas fronteiras do universo, uma expedição científica composta de nove acadêmicos dá início à missão de estudar os volcryn, uma misteriosa raça alienígena. Existem, no entanto, mistérios mais perigosos a bordo da própria nave. A Nightflyer, única embarcação que se dispôs à missão, é uma maravilha tecnológica: completamente automatizada e pilotada por uma única pessoa. O capitão Royd Eris, porém, não se mistura com a tripulação – conversando apenas através de comunicadores e se apresentando somente por holograma, ele mais parece um fantasma do que um líder. Quando Thale Lassamer, o telepata do grupo, começa a detectar uma presença desconhecida e ameaçadora por perto, a tripulação se agita e as desconfianças aumentam. E a garantia de Royd sobre a segurança de todos é posta à prova quando uma entidade malévola começa uma sangrenta onda de assassinatos.

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    Resenhas (103)Ver mais
    Sidney Danillo de Moraes Lopes picture
    Sidney Danillo de Moraes Lopes17/02/2025Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Quando "Alien" e "2001" se encontram

    O ilustre escritor americano George R. R. Martin conquistou sua enorme legião de fãs escrevendo fantasias medievais do calibre da saga "Game of Thrones" e dos spin-offs "Fogo e Sangue" e "Cavaleiro dos Sete Reinos" mas ele também se aventurou por outros caminhos. Um exemplo disso é este "Nightflyers", história curta de 139 páginas que mistura terror slasher e ficção científica. Lançado ainda na década de 80, Nightflyers nos conta sobre a expedição científica liderada por Karoly d'Branin para localizar e fazer contato com uma mítica raça alienígena chamada Volcryn, que são uma obsessão para d'Branin. Por falta de recursos, d'Branin contrata a obscura nave Nightflyer, cujo capitão chamado Royd Eris só se apresenta aos 9 membros da expedição por meio de hologramas. Claramente o capitão esconde algo que vai se revelar mortal para a equipe de d'Branin. Falando da equipe: o único nome da tripulação que importa ressaltar aqui além do líder é o de Melantha Jhirl: uma mulher preta e que acaba assumindo o protagonismo da história. Para algo que foi lançado nos anos 80, colocar uma mulher como figura central e de força de um sci-fi é algo inusitado pra época - no mínimo Martin deve ter ficado louco quando viu a Ripley em "Alien" de 79 e falou "A minha Ripley vai ser ainda mais badass!". Por mais que o autor tenha conquistado a minha simpatia por criar essa personagem em uma época que só homens eram esses "action heros", tenho que admitir que ele exagerou e acabou fazendo uma personagem chatíssima: eu perdi as contas de quantas vezes ela se gabava de que era um ser superior, modelo melhorado e etc - os pais eram geneticistas que fizeram o ser perfeito e bla bla bla. O restante da tripulação é a definição perfeita de "camisas vermelhas". Já ouviram esse termo? Aqueles personagens criados pra morrerem apenas? Pois é somente pra isso que os demais personagens foram feitos. Como eu disse anteriormente, estamos falando aqui de um slasher no espaço, então temos cada personagem com uma personalidade bem diferente dos demais, mas que depois que morrem você sequer lembra do nome do fulano. Por mais que eu tenha me divertido com a leitura, confesso que foi tudo muito raso, entretenimento mais barato, entendem ? E mesmo que não conhecesse a reputação do autor, eu saberia dizer que é um escritor que veio de fora do sci-fi, um aventureiro ocasional, que estava empolgado depois de ver "Alien" no cinema e que durante a escrita se lembrou do Hall9000 de "2001 - Uma Odisséia no Espaço" e zás: criou o vilão de sua história. Ou melhor: vilã! É o que eu sempre digo: o bom autor de sci-fi não escreve histórias rasas, não coloca tecnologias aleatórias e contextos sem querer falar algo mais profundo abaixo da superfície, da camada superficial de entendimento. "Nightflyers" não tem nada disso: é uma história que poderia muito bem virar um Blockbuster de Hollywood, pra você ir ver com os amigos tomando refrigerante e comendo batata gordurosa ! Me parece que até houve essa tentativa, mas não rendeu muito sucesso. E não pensem que não havia esse potencial: Martin joga uns conceitos legais sobre a tal raça mítica dos Volcryn, sobre serem um povo que esteve sempre viajando pelo cosmos, que poderiam ser composta de seres muito antigos e sábios - eu já estava imaginando uma raça de monges galáticos !!! Mas não: era só um bicho gigante que se movia por telecinesia mesmo... Bastante anticlimático - assim como o final de Melantha, mas não estou interessado em escrever sobre ele. Definitivamente este não é um livro que fica melhor quanto mais você pensa sobre ele. Pelo contrário! TS: Blood Incantation - Absolute Elsewhere (2024)

    378 curtidas

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    3.6 / 478
    • 5 estrelas13%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas41%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas2%
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    George Raymond Richard Martin

    George R. R. Martin nasceu em Bayonne, Nova Jérsei, filho de um estivador, cuja família de classa operária vivia perto das docas de Bayonne. Quando jovem, ele se tornou um leitor ávido de quadrinhos de superheróis. A edição de novembro de 1968 do Quarteto Fantástico possui uma nota ao editor que Martin escreveu quando ainda estava na escola. Ele credita a atenção que ele recebeu com a carta, junto com seu interesse em quadrinhos, como sua inspiração para se tornar escritor. Em 1970, Martin recebeu sue Bacharelado em jornalismo na Universidade Northwestern, Illinois, se formando com muitos elogios. Ele depois completou um Mestrado em jornalismo, também em Northwestern, em 1971. Martin começou a escrever contos de ficção científica no começo da década de 1970, apesar de o início de sua carreira não ter sido fácil (uma de suas histórias foi rejeitada por diferentes revistas 42 vezes), ele nunca se desencorajou; anos depois ele venceria seu primeiro Hugo Award e Nebula Award por um de seus contos.

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    New Jersey, Estados Unidos

    George Raymond Richard Martin