Widely acknowledged as one of Robert A. Heinlein's greatest works, The Moon Is a Harsh Mistress rose from the golden age of science fiction to become an undisputed classic--and a touchstone for the philosophy of personal responsibility and political freedom. A revolution on a lunar penal colony--aided by a self-aware supercomputer--provides the framework for a story of a diverse group of men and women grappling with the ever-changing definitions of humanity, technology, and free will--themes that resonate just as strongly today as they did when the novel was first published. The Moon Is a Harsh Mistress gives readers an extraordinary, thought-provoking glimpse into the mind of Robert A. Heinlein, who, even now, "shows us where the future is" (Tom Clancy).
The Moon Is a Harsh Mistress -
Robert A. Heinlein
Não existe almoço grátis! Revolução na Lua!
Eu adiei por muito tempo a minha leitura do clássico e vencedor do Prêmio Hugo (o oscar da FC americana), The Moon is a Harsh Mistress, mas depois de ler as Crônicas Saxônicas decidi que estava na hora. De um durão como o Uhtred para outro durão, como é o Heinlein. The Moon is a Harsh Mistress é um livro de ficção científica hard, ou seja, pesadão em termos de idéias e o mais próximo da ciência real que o escritor consegue escrever. O livro, que foi proibido em muitos lugares desde o seu lançamento, foi, escrito por Robert Tropas Estelares A. Heinlein em 1966. A narrativa descreve a guerra de independência de uma colônia penal localizada na Lua, nos anos 2075 e 2076, pelo ponto de vista de um dos personagens, com narração em primeira pessoa. A minha surpresa foi ver o proto-cyberpunkismo do livro. Muito dos elementos do movimento cyberpunk dos anos 80 já aparecem nesse livro: inteligência artificial, revolução por meio de hackerismo, ciborgues, uma ideologia libertária, uma visão de anti-sistema, e até mesmo megalópoles infernais por todos os lados da Terra. O que faz o livro ser tão polêmico e atual (mesmo fora do contexto da Guerra Fria onde foi escrito, porque toda ficção científica é na verdade um espelho do futuro projetado pelo presente de onde o autor escreve) é a exploração de algo Heinlein chama de "anarquismo racional". "Um anarquista racional", como o personagem, o Professor De La Paz se auto-define, " é alguém que acredita que conceitos como" Estado "e" sociedade "e" governo "não têm existência em si, a única coisa que realmente existe são os atos dos indivíduos. Ele acredita que é impossível transferir a culpa para um sistema, uma ideologia ou uma organização (como o suposto governo), e que a reponsabilidade pelas ações assim como a culpa dos erros acontecem apenas individualmente, e que esses indivíduos são os que deveriam ser responsabilizados, sem a hipocrisia de se culpar uma estrutura abstrata como sociedade ou governo. Mas, sendo racional, ele sabe que nem todos os indivíduos concordarão com ele, de modo que ele tenta viver perfeitamente num mundo imperfeito, assumindo a responsabilidade total de suas próprias ações". Essa idéia é explorada exaustivamente ao longo do livro, em diálogos socráticos iniciados por De La Paz e com exemplos práticos demonstrado pelos acontecimentos da revolução da colônia lunar. Essa mensagem anarquista e libertária é contrastada com a realidade dura do pós-revolução, que força os revolucionários a adotarem as mesmas práticas totalitárias dos seus inimigos. Além disso, a famosa frase "não existe almoço grátis", repetida pelo livro, aumenta o realismo da narrativa e evita o tom panfletário, expondo as contradições das idéias e utopias libertárias dos revolucionários. Esse é um livro de idéias, o foco da narrativa é a demonstração das idéias libertárias de Heinlein. Mas mesmo assim, a narrativa é emocionante, mesmo com enormes passagens de exposição. Em termos de técnicas narrativas, Heinlein prova porque é um dos escritores mais celebrados em termos de estilo na FC. O livro é narrado em primeira pessoa por um protagonista que fala um inglês com forte influência russa. As passagens dos diálogos entre o protagonista e a inteligência artificial que ajuda os revolucionários são os pontos altos do livro. E, como trekker, notei como Mike (a inteligência artificial do livro) serviu de base para Data (o andrõide da série Star Trek Next Generation), principalmente com sua obsessão com o humor humano. Fica a recomendação, The Moon is a Harsh Mistress, além de ter um dos melhores títulos da Ficção Científica americana, é muito bom, misturando temas cerebrais, filosóficos com tensão, ação e um final apocalíptico!
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