Quando me avista de braços abertos, pronto para dar um daqueles abraços em que ela rodopia no ar, sinto que seus olhos se alegram. Mas de repente ela fecha a cara, se afasta das coleguinhas e vem ao meu encontro séria, muito séria. - Filhinha... - falo alto e já vou segurá-la pela cintura quando sou interrompido pela sua mão segurando firme a minha. - Aqui não, pai... (...) Quando dobramos a esquina, ela olha para todos os lados como se procurasse alguma coisa. Quando encontra - ou não encontra - o que queria, vira-se para mim e solta aquele sorriso tão conhecido: - Paizinho do meu coração - e me lava a alma de beijos e abraços. - Mas o que foi isso, Marina? - Ora, pai. O senhor não queria que eu pagasse o maior mico na frente das minhas amigas né? Mas eu te amo, paizinho. Muito. Que bom que veio me pegar...
