1789 - O surgimento da Revolução Francesa

    Georges Lefebvre

    Paz & Terra
    2019
    266 páginas
    8h 52m
    ISBN-13: 9788577534067
    Português Brasileiro

    Um clássico sobre a primeira grande revolução para garantir igualdade a todas as pessoas. Publicado em 1939, ano do sesquicentenário da Revolução Francesa e semanas antes do início da Segunda Guerra, 1789: O surgimento da Revolução Francesa apresenta o movimento revolucionário a partir do ponto de vista dos grupos sociais e políticos que o constituíram. De forma acessível e apoiado em rigorosa pesquisa documental, Georges Lefebvre apresenta sua respeitada teoria das quatro revoluções – a aristocrática, a burguesa, a popular e a camponesa. Imbricadas, elas possibilitaram a erradicação de privilégios e desigualdades civis. A última parte do livro é dedicada à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão – o principal legado da Revolução Francesa. Como o autor indica, “a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão continua sendo a própria encarnação da Revolução”. Assim, em 1948, sua semente germinou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Devido ao seu conteúdo, 1789 foi proibido na França, pelo governo de Vichy – que ordenou a destruição de oito mil exemplares – e voltou a circular apenas na década de 1970. Foi publicado no Brasil pela primeira vez em 1989, e retorna às livrarias e bibliotecas para lembrar que os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade ainda não foram alcançados, mas sempre é tempo de lutar por eles.

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    Marcia Helena de Melo Pereira  picture
    Marcia Helena de Melo Pereira 09/11/2024Resenhou um livro
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    1789

    Como se chegou à famosa Revolução Francesa de 1789 e ao seu lema “LIBERDADE, FRATERNIDADE E IGUALDADE?” Bom, o que geralmente leva a uma revolução é a desigualdade de classes. Na França de antes de 1789, 130 mil membros do clero dividiam entre si 10% das terras; a nobreza, com cerca de 350 mil pessoas, possuía 20%; a burguesia era dona de 30% da propriedade fundiária; e 22 a 23 MILHÕES de camponeses detinham apenas 35%. É ou não é para ter revolução? Além da desigualdade absurda, a miséria e o desemprego agrava. A crise econômica, por um lado, exaltou os ânimos dos camponeses que se voltaram sobretudo contra o dizimeiro e o senhor, que através de taxas apropriavam-se de uma parte de sua subsistência; de outro lado, ao multiplicar os miseráveis, generalizou uma insegurança que foi colocada na conta do complô aristocrático. Bom, costuma-se dizer que o ápice da Revolução Francesa começa com a Queda da Bastilha, em 14 de julho de 1789, porém, muito antes disso a revolução camponesa e popular estava no coração da revolução. Foi para ter mais detalhes dessa tão famosa Revolução que li 1789, livro publicado em 1939. Ele prometia descrevê-la a partir do ponto de vista dos seguintes grupos sociais e políticos constituintes: o aristocrático, o burguês, o popular e o camponês. O livro, ainda, discute A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, o principal legado da Revolução Francesa. Eu quis, com essa leitura, complementar a parte histórica que a biografia de Maria Antonieta, escrita por Stefan Zweig, já trazia. Porém, achei o livro chato, com um estilo de escrita à moda escolar. Não sei o que eu esperava de um autor que foi um grande historiador francês e especialista na Revolução Francesa. Com tanto conhecimento, é inegável o detalhamento do período, mas, pra quem tinha lido Maria Antonieta foi difícil se conformar com 1789. Ah! E, como sempre, a revolução não distribuiu aos camponeses toda a terra que atribuíra à nação. A burguesia conservou uma parte considerável.

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