Salvando a Mona Lisa - A extraordinária operação para proteger o Louvre e seus tesouros da invasão nazista

    Gerri Chanel

    Vestígio
    2019
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9788554126315
    Português Brasileiro

    No final de agosto de 1939, quando a guerra ameaçava eclodir na Europa, os curadores do Louvre guardaram o quadro mais famoso do mundo em um estojo especial forrado com veludo vermelho e o enviaram ao Vale do Loire, cerca de duzentos quilômetros ao sul de Paris. Assim começou a maior retirada de obras de arte e antiguidades da história. À medida que os alemães se aproximavam da capital em 1940, os franceses se apressavam para despachar as obras-primas cada vez mais ao sul, vez após vez durante a guerra, cruzando todo o sudoeste da França. Durante a ocupação alemã, a equipe do Louvre lutou para manter tesouros inestimáveis longe das mãos de Hitler e de seus capangas e para manter seguro o palácio do Louvre, muitas vezes arriscando seus empregos e suas vidas para proteger a herança artística do país. Salvando a Mona Lisa é a história arrebatadora e cheia de suspense dessa batalha. Encorpado por uma pesquisa profunda e acompanhado por fotografias fascinantes daquele período, Salvando a Mona Lisa é uma envolvente história real de arte e beleza, intriga e sagacidade, e de uma coragem moral notável em face de um dos inimigos mais aterrorizantes da história.

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    Fábio Pedreira29/06/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Salvando a Mona Lisa

    [Resenha] A França sofreu com invasões durante anos e anos, com as intermináveis batalhas que aconteceram na história, mas nenhuma delas foi tão difícil como a segunda guerra. E enquanto as batalhas aconteciam, outras menos conhecidas, mas igualmente tensas aconteciam nos bastidores. Uma delas era em relação a proteção das obras de arte francesas, principalmente as do Louvre. . Anos antes de a Segunda Guerra ser de fato anunciada o museu já se preparava, criando planos de extração de suas obras para evitar que elas fossem destruídas ou saqueadas com a batalha iminente que estaria por vir. O trabalho e a logística para isso era algo enorme. Achar locais apropriados para se guardar as peças, o trabalho de locomover algumas delas que eram enormes e/ou estavam em um estado perigoso para ser movido, além é claro da mão de obra e transporte necessário para isso. . Com a guerra a situação só piorou, pois a escassez de transporte, funcionários - que eram convocados, ou mais tarde demitidos, deportados ou capturados por serem judeus - e comida só pioraram a situação. E se vocês acham que isso era o pior estão enganados. Além de tudo isso, após a tomada de Paris pelos Alemães muitos generais do exército alemão desejavam saquear algumas peças para suas coleções pessoais - incluindo o próprio Hitler -. . Mas existia um homem que foi um verdadeiro mestre na arte de salvar, negociar e até infiltrar espiões no governo alemão. Esse cara foi Jacques Jaujard, diretor dos Museus Nacionais e responsável pelo Louvre. Jaujard conseguia negociar de forma brilhante, evitando a maioria dos planos dos alemães de saquear as obras da França. Muitas vezes ele é seus companheiros arriscaram suas vidas, seja contrariando o alto escalão alemão ou cuidando de obras enquanto bombardeios, incêndios e batalhas aconteciam na porta de onde as obras estavam protegidas. . Salvando a Mona Lisa é um livro incrível. Mostra um outro lado da Segunda Guerra e outros tipos de barbaridades que aconteciam, assim como a coragem e a esperança na luta para salvar um patrimônio. É - com o perdão do trocadilho - uma verdadeira obra de arte. Leiam.

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