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    A doença da morte -

    Marguerite Duras

    Taurus
    1983
    57 páginas
    1h 54m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.2
    39 avaliações
    Leram69Lendo1Querem37Relendo1Abandonos0Resenhas8
    Favoritos5Desejados37Avaliaram39

    A doença da morte, sua última novela publicada na França (...). Tivemos o cuidado de apresentá-la aqui em edição bilíngue dado a força poética do texto, que procuramos traduzir para nossa língua. Livraria Taurus Editora

    Edições (2)

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    Resenhas (8)Ver mais
    Esther Rheinheimer picture
    Esther Rheinheimer29/03/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A doença sem cura

    Não estava esperando ser tão surpreendida por esta leitura. Diferente de muito do que já li. A narrativa parece ser construída num diálogo de sugestões para o futuro de um passado. Me colocou a pensar qual doença é preferível passar por, a doença da morte ou a doença de amar.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 39
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas46%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Marguerite Duras profile picture

    Marguerite Duras

    Marguerite Duras (pseudônimo de Marguerite Donnadieu) nasceu em 1914, em Gia Dihn (Vietnã), onde passou sua infância e adolescência. Após a morte do pai , em 1918, a mãe de Duras conseguiu uma pequena concessão de terra no Camboja (então colônia francesa), mas o terreno se mostraria incultivável e sua família viria a perder quase tudo com a chegada das enchentes. Esses dias na Ásia marcaram profundamente a vida de Duras. É a respeito dessa época uma de suas obras mais importantes, Barragem Contra o Pacífico (1950). O seu pai morreu quando tinha quatro anos de idade, e a sua mãe, uma professora, lutou arduamente para criar três filhos sozinha. Durante a adolescência, Marguerite Duras teve um caso com um homem chinês rico e retorna mais tarde a este período nos seus livros (nomeadamente O Amante e O Amante da China do Norte). Aos 17 anos viajou para França, onde estudou Direito e Ciência Política no Sorbonne, formando-se em 1935. Durante a II Guerra Mundial, marguerite Duras tomou parte da da Resistência Francesa, filiando-se também no partido comunista. Duras publica os seu primeiros livros em 1943 e 1944, Os Imprudentes e A Vida Tranquila, respectivamente. A partir de 1959 começa também a escrever argumentos para o cinema, dos quais Hiroshima meu amor é sem dúvida o mais conhecido e marcante. Em 1950, com Uma barrangem conhtra o Pacífico, Duras esteve muito próxima de ganhar o Prémio Goncourt. É no entanto apenas 30 anos depois que a injustiça lhe é reparada, ganhando o prémio por unanimidade com o romance O Amante. É uma autora muito fértil, com uma obra literária vastíssima, desde os romances aos argumentos cinematográficos. Afirma-se sempre com um estilo de beleza inconfundível, num tom duro e denso, por vezes até um pouco inacessível, mas sempre numa expressão profundamente genuína e humana das paixões, grandezas e misérias da vida. Marguerite Duras é por excelência uma escritora da condição humana, mas contudo não procura utilizar a escrita como forma de redenção e/ou salvação; antes, a escrita é uma exigência urgente, um valor supremo em que reside, uma vontade bruta de falar de si. As suas obras estão repletas de descrições belíssimas e soberbamente envolvidas na ambiência exótica da paisagem oriental, não sem deixarem reconhecer uma intensidade angustiada e desesperada, oriunda de uma constante luta da autora com as questões do amor e da morte. Durante a década de 1980, Marguerite Duras apaixona-se por Yann Andréa Steinner, um homem 38 anos mais novo. Duras viverá com Yann até à sua morte em 1996, mas não sem antes atravessar um duro período em que permaneceu junto do seu marida Robert Antelme, depois de este ter sobrevivido milagrosamente a uma captura pela Gestapo. Este período serviu de base para uma colecção de histórias curtas, intitulada A Dor (de 1985), um grito literário sobre a pressão sob que viveu.

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    Marguerite Duras