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    Reflections On Language -

    Noam Chomsky

    Fontana/Collins
    1975
    269 páginas
    8h 58m
    ISBN-13: 9780394499567
    4
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    Noam Chomsky's work in linguistics has revolutionized our understanding of language. In these remarkable, non-technical reflections, Chomsky considers the point of purpose of studying language, and the intellectual implications of the study in linguistics. How do human beings, with their limited and personal experience, achieve such rich systems of knowledge, beliefs and values? Chomsky argues that the growth of language is analogous to that of a bodily organ, and is largely predetermined by genetic factors; and that language offers ways of understanding crucial aspects of human intelligence that are still largely unfathomed. Chomsky offers incisive analyses of modern controversies among psychologists, philosophers and linguists over the acquisition of cognitive structures, how they enter into human activity, and the way in which language interacts with other mental organs. He explores the social and intellectual factors that have led to the dominance of certain ways of thinking, and asks why the study of mind and behavior has so often followed a path so remote from the natural sciences. "Chomsky is a man whose theories have left a deep mark on contemporary culture - of linguistics, psychology, philosophy, on our conception of man. He has here produced a book which both provides readable access to his main work and brings right up to date his positions in some of the controversies which it has aroused. It is to be warmly welcomed." - Alan Montefiore, SPECTATOR.

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    Christianne de Menezes Gally picture
    Christianne de Menezes Gally25/08/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Composta por três palestras – Sobre a capacidade cognitiva; O objeto do inquérito e Alguns aspectos gerais da linguagem – e um ensaio – Problemas e mistérios do estudo da linguagem humana –, a obra apresenta questões relacionadas aos estudos da linguagem no que se refere à busca de princípios universais que orientam sua estrutura e seu uso. Por ser a linguagem “um espelho da mente em seu sentido mais profundo e significativo”, “um produto da inteligência humana, criado de maneira nova em cada indivíduo, de acordo com uma operação que está muito além do alcance da vontade ou da consciência” (p.12), Chomsky propõe, usando o método hipotético-dedutivo, uma teoria que dê conta de conhecer a maneira pela qual “uma pessoa conhecedora da língua opera de maneira apropriada com estruturas mentais abstratas, seja qual for a forma física da sentença” (p.101), considerando a hipótese do inatismo – “programação” biológica dos indivíduos que lhes facultam a capacidade de falar. Em outras palavras, para Chomsky, a teoria linguística só será possível realizar-se com a contribuição da teoria do aprendizado: deve-se “limitar a classe de sistemas que podem ser aprendidos para tornar possível explicar a rapidez, uniformidade e riqueza do aprendizado no interior da capacidade cognitiva” (p.108). Para ele, existe uma gramática universal que contém princípios, regras e condições que regem a todas as línguas humanas por uma necessidade biológica. Essas regras são dependentes de sua estrutura e fazem parte das condições para a aprendizagem da língua. A Gramática universal seria, então, suficiente para determinar as gramáticas particulares, uma vez que uma gramática “é uma rica estrutura de formato predeterminado, compatível com experiências que a colocam em funcionamento” (p.47). Assim, uma dupla meta poderá ser perseguida: atingir uma explanação linguística adequada e analisar/compreender a aquisição de estruturas cognitivas. Daí a importância em adotar princípios, como os de “subjacência, teoria dos traços, condição do sujeito especificado, dependência da estrutura e das condições de organização da gramática”(p.109). Esses princípios encontram sua base na faculdade inata da linguagem e determinam, então, qual tipo de sistema deve ser aprendido. Duas questões chamam a atenção na obra: sua proposta de estudar a linguagem como estrutura cognitiva complexa, e não como mero instrumento de comunicação, e seu argumento de que existem princípios gerais inatos à faculdade da linguagem, como o da dependência da estrutura. Para ele, o estudo da linguagem “cai naturalmente nos limites da biologia humana. A faculdade da linguagem (...) torna possível o espantoso feito do aprendizado da linguagem, ao mesmo tempo que inevitavelmente impõe limites aos tipos de linguagem capazes de ser adquiridos de maneira normal”. (p.119). É o princípio da dependência da estrutura, portanto, permite ao indivíduo construir uma série de enunciados gramaticalmente aceitos. Como se trata de um clássico dos estudos linguísticos do século XX, um curso de Doutorado em língua Portuguesa não poderia deixar de contemplar a obrigatoriedade de sua leitura. Infelizmente, por causa das atividades e das disciplinas relacionadas diretamente à tese, não há possibilidade de aprofundamento em algumas teorias linguísticas importantes para a construção do saber de um doutor. Chomsky representa um marco na história da linguística, é um referencial nos estudos da sintaxe e, por isso mesmo, fundamental para a formação do profissional de Língua Portuguesa.

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