White is Bret Easton Ellis's first work of nonfiction. Already the bad boy of American literature, from Less Than Zero to American Psycho, Ellis has also earned the wrath of right-thinking people everywhere with his provocations on social media, and here he escalates his admonishment of received truths as expressed by today's version of "the left." Eschewing convention, he embraces views that will make many in literary and media communities cringe, as he takes aim at the relentless anti-Trump fixation, coastal elites, corporate censorship, Hollywood, identity politics, Generation Wuss, "woke" cultural watchdogs, the obfuscation of ideals once both cherished and clear, and the fugue state of American democracy. In a young century marked by hysterical correctness and obsessive fervency on both sides of an aisle that's taken on the scale of the Grand Canyon, White is a clarion call for freedom of speech and artistic freedom.
White -
Bret Easton Ellis
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Ver maisA prova de que Ellis ainda permanece relevante
Bret Easton Ellis é, possivelmente, o escritor vivo que mais admiro - já que Henry Miller, Bukowski e Fante já partiram desta para uma melhor. Assim, quando soube que ele lançou, em 2019, um novo livro depois de quase uma década, fiquei imediatamente curioso para ler, embora um pouco desapontado ao descobrir que se tratava não de um novo romance, mas de sua primeira obra de não-ficção. "White" é uma coleção de ensaios escritos por Ellis sobre diversos aspectos da cultura americana dos últimos 30 anos. O início do livro é excelente, quase uma autobiografia, com o autor falando sobre cinema, sobre sua juventude na Los Angeles do final dos anos 70, início dos anos 80, as influências que ajudaram a gestar seu primeiro romance, o aclamado "Abaixo de Zero", lançado quando ele tinha apenas 21 anos. Outro ponto alto do livro é o capítulo sobre sexo e pornografia, e a evolução de como a sociedade lida com tais temas ao longo das últimas décadas. O "grosso" do livro, contudo, e o que fez com que a obra fosse quase unanimemente massacrada pela crítica, são as reflexões que Ellis traz sobre a turbulência e a histeria que tomaram conta da sociedade americana durante o período entre a eleição presidencial de 2016 e os dois anos imediatamente seguintes à vitória de Donald Trump. É muito interessante perceber que lá, tanto quanto aqui, a polarização atingiu níveis tão ridiculamente perigosos. Diversas vezes, durante a leitura, me peguei rindo ao traçar óbvios paralelos entre a situação política brasileira e a americana. Não é necessário concordar com todas as ideias defendidas por Ellis no livro, mas é inegável que ele é um artista com uma visão diferenciada, um cara com uma inteligência muito acima da média. Por causa de suas opiniões, ele hoje é visto quase como um pária pela classe artística americana, um "tiozão isentão e insensível", "cringe" até os ossos. Não que ele esteja muito preocupado com isso; já tentaram "cancelá-lo" há 30 anos, quando sua então editora se viu forçada a desistir de publicar "Psicopata Americano", devido a pressões de grupos feministas. O resultado? O livro foi publicado por outra editora e tornou-se o maior best-seller de sua carreira, e hoje é considerado um "great american novel". "White" é uma leitura interessantíssima, e que só prova que Ellis permanece relevante, com uma capacidade única de enfiar o dedo na ferida, de provocar, de expor as contradições da sociedade.
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