Publicada em 1973 e adaptada para o cinema, "Pantaleão e as Visitadoras" é uma das obras mais populares e divertidas de Mario Vargas Llosa. Conta a história de Pantaleão Pantoja, um capitão recém-promovido do exército, que recebe uma missão inesperada: criar um serviço de prostitutas para as Forças Armadas do Peru isoladas na selva amazônica, dentro do mais absoluto sigilo militar. O capitão tem que se mudar para Iquitos, se manter afastado dos demais militares, usar trajes civis e, acima de tudo, não contar nada à mãe e à mulher. É obrigado a trabalhar nas madrugadas, bebendo em bares infectos, e cuidar do empreendimento com personagens insólitos. Em pouco tempo o que era uma missão discreta se transforma no maior empreendimento de prostitutas do país, virando do avesso à vida de Iquitos e do próprio Pantaleão, que, como se não bastassem os problemas familiares, se verá envolvido com uma bela e insinuante visitadora. Segundo o próprio autor "a história se baseia num fato real - um "serviço de visitadoras" organizado pelo Exército peruano para desafogar as ânsias sexuais das guarnições amazônicas - que conheci de perto em duas viagens à Amazônia, em 1958 e 1962 -, magnificado e distorcido até se transformar numa farsa truculenta".



