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    Teologia da "Livre Graça" - 5 maneiras em que ela diminui o evangelho

    Wayne Grudem

    Vida Nova
    2019
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788527509206
    Português Brasileiro
    4
    23 avaliações
    Leram35Lendo6Querem83Relendo0Abandonos2Resenhas6
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    A mensagem do evangelho deve incluir uma exortação para que as pessoas se arrependam de seus pecados? Alguém que se diz verdadeiramente renascido deve apresentar evidências de uma vida de fato transformada? Os defensores da teologia da livre graça responderiam negativamente a essas duas perguntas. Contudo, em Teologia da “livre graça”, Wayne Grudem mostra que a Bíblia responde sim a essas duas questões, argumentando que o movimento da livre graça contradiz tanto o ensino protestante histórico quanto o próprio Novo Testamento. Este importante livro explica a verdadeira natureza do evangelho cristão e responde à indagação que assombra tantas pessoas: “Como posso saber que sou salvo?”.

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    Barbara Tomaz15/01/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Wayne presenteia os leitores com uma franca e breve análise sobre um segmento teológico chamado "Livre Graça" que tem sido praticado e aceito em algumas denominações cristãs. O autor afirma que esse segmento nem sempre se apresenta com as mesmas características, assim, há variações, de modo que, uma igreja pode adotar algumas interpretações ou simplemente abraçar tudo. Para Grudem, isso não se define necessariamente como heresia ou falso evangelho, uma vez que não há algum tipo de falso ensino relacionado a divindade de Cristo e a outros pontos centrais da doutrina cristã tradicional. Para o autor o que acontece na Livre Graça é uma omissão de algumas partes da mensagem do evangelho de Jesus, e uma ênfase em outros pontos, como a salvação pela fé e a graça de Deus, por causa disso, segundo o autor, a pregação e a mensagem do evangelho ficam enfraquecidas. Assuntos como a necessidade diaria de arrependimento de pecados, prática de confissão de pecados e a prática de boas obras são os tópicos em que geralmente a teologia da Livre Graça nem comenta ou enfatiza. Isso é danoso pois pode levar cristãos a terem uma falsa expectativa e percepção da fé cristã, uma vez que eles se veem na posição de que não precisam exercitar a sua fé e ter frutos de mudança de vida, bastando assim, só a fé em Jesus. Por isso, Grudem em cada capítulo vai apresentando os equívocos e dando ao leitor uma perspectiva mais sadia e bíblica para cada "problema" mencionado. Ele usa para seus argumentos: documentos como catecismos, dicionários, citações e trechos de outros autores e obras de referências, passagens bíblicas etc. Além disso, o autor apresenta onde estão os equívocos. Pelo que li, os pilares desse movimento se basea muito em interpretações bíblicas equivocadas e "inéditas". Por exemplo, o arrependimento é entendido como apenas uma mudança de mentalidade, quando na verdade, é algo bem mais íntimo e completo que isso. Sim, envolve você aceitar a fé intelectualmente, mas também envolve ter tristeza quando peca, contrição, abandonar as práticas erradas etc. Usar apenas um das definições teológicas desse termo, acaba enfraquecendo sua necessidade e minimizando sua importância, além disso, alguns teólogos da Teologia da Livre Graça, costumam a adotar traduções atípicas e algumas sem referências gramaticais para alguns termos e passagens bíblicas. Desse modo, muitos dos autores que desenvolveram esse tipo de teologia, cometem o erro de basear todo seu sistema em alguns livros da Bíblia, por exemplo, o evangelho de João é, de algum modo, o mais enfatizado que os demais. Pois, no Evangelho de João não encontramos muito passagens que afirmem a necessidade do arrependimento, diferente dos outros evangelhos. Assim, Grudem, relembra que não podemos tirar conclusões doutrinarias apenas de um evangelho, pois os outros relatos em Marcos, Mateus e Lucas contribuem para a definição de ensinos e doutrinas. Ele afirma isso pois a palavra "arrependimento" não aparece no escrito de João, o que alguém pode imaginar erroneamente que o arrependimento não é algo tão importante ou necessário a fé em Jesus. Somos salvos pela fé em Jesus, mas essa fé nunca está sozinha. Arrependimento de pecados e fé são como uma moeda que possui dois lados. Outro aspecto interessante é como essa teologia se afasta da perspectiva histórica e tradicional da interpretação de textos biblicos. Como se os teólogos e autores antigos não tivesse nenhum tipo de conhecimento sobre teologia e Bíblia, e que só hoje, em especial "eles", realmente sabem o que significa cada palavra do texto bíblico etc. No livro, Wayne, apresenta muitos paralelos entre essa nova teologia × a antiga, assim, o leitor pode verificar as sutilezas e a manipulação de alguns versículos. Há também um capítulo só sobre a apresentação e refutação de interpretações bíblicas equivocadas. Claro, por fim, Grudem não condena esse movimento, pois pessoas ouvem sobre Jesus e se tornam cristãs, mesmo com as omissões de informações e equívocos. Pessoas podem começar a vida cristã nesse ambiente mas depois podem ir amadurecendo na fé ao ler a Bíblia e ir conhecendo mais as doutrinas cristãs por completo. O que o autor apela é que haja algum tipo de equilíbrio e correção ( ou seja, anunciar toda a mensagem) para que as pessoas saibam, e cresçam realmente na fé e na graça de Cristo. Alguns trechos: ● "Ainda que a mensagem sobre a necessidade de arrependimento de pecados tenha sido omitida, todo incrédulo que se aproxima de Cristo o faz com uma consciência culpada e vem em busca de perdão. Há muitas vezes uma consciência instintiva da necessidade de afastar-se do pecado de alguma forma, embora isso não fique explícito na apresentação do evangelho. Em consequência, muitas dessas pessoas efetivamente se arrependem de seus pecados em seu coração, ao menos em alguma medida, de modo que Deus olha aquele arrependimento sincero e o vê como parte da fé genuína. Muitos outros começam frequentando uma igreja que defende a livre graça e, depois, manifestam arrependimento, talvez por iniciar a leitura da Bíblia, quando então expressam pela primeira vez a verdadeira fé que salva. Mesmo assim, parece-me que uma omissão deliberada da necessidade de exortar as pessoas ao arrependimento de seus pecados constitui um grave desvio dos padrões neotestamentários, e isso não pode ser ensinado e praticado sem consequências prejudiciais relevantes para a igreja e para muitas pessoas que escutam esse evangelho." ● "Minha conclusão neste capítulo é que o movimento da livre graça prega um evangelho enfraquecido, porque evita exortar as pessoas a se arrependerem de seus pecados. Esse não é um assunto irrelevante, pois o arrependimento de pecados é uma parte muito importante do evangelho em diversos resumos e apresentações no Novo Testamento (veja análise anterior), a qual não pode ser omitida sem graves consequências para a vida das pessoas que escutam um evangelho tão reduzido. Entretanto, não estou disposto a afirmar que o evangelho da livre graça é um evangelho falso. Essa seria uma categoria extremamente séria para aplicar aqui e nos remete à severa condenação de Paulo em Gálatas 1.6-10. Por certo, creio que é possível fazer distinção entre um evangelho verdadeiro que é apresentado de forma incompleta e enfraquecida (como ocorre com os ensinamentos da livre graça) e um evangelho falso que apenas proclama falsidades, e não a verdade a respeito de Jesus Cristo e sua obra de redenção." ● "Apesar de João jamais usar o verbo arrepender-se, os verbos que realmente utiliza são ainda mais intensos. Ele ensina que todos os verdadeiros crentes amam a luz (3.19), vêm para a luz (3.20,21), obedecem ao Filho (3.36), praticam a verdade (3.21), adoram em espírito e verdade (4.23,24), honram a Deus (5.22-24), fazem o bem (5.29), comem a carne e bebem o sangue de Jesus (6.48-66), amam a Deus (8.42; cf. 1Jo 2.15), seguem Jesus (10.26-28) e obedecem aos mandamentos de Jesus (14.15). […] Todas essas ações pressupõem arrependimento, compromisso e um desejo de obedecer. Como essas expressões sugerem, o apóstolo tomou o cuidado de descrever a conversão como uma mudança completa. Para João, tornar-se um crente significava ressuscitar da morte para a vida, sair das trevas para a luz, abandonar as mentiras pela verdade, trocar o ódio pelo amor e abandonar o mundo por Deus." ● "Nos capítulos anteriores, tentei demonstrar que o Novo Testamento, de forma clara e repetida, ensina as duas verdades a seguir, que discordam da essência do evangelho da livre graça: 1) O arrependimento de pecados (no sentido de remorso pelo pecado e de uma decisão interna de abandoná-lo) é necessário à fé salvadora, e 2) As boas obras e a perseverança na fé necessariamente acompanham a fé salvadora."

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    Wayne Grudem

    Wayne A. Grudem, graduado em Harvard, mestre em divindade pelo Westminster Theological Seminary e doutor pela Universidade de Cambridge, foi professor titular do departamento de teologia bíblica e sistemática da Trinity Evangelical Divinity School durante vinte anos. Atualmente, leciona no Phoenix Seminary. Já escreveu diversos artigos e obras de referência de grande aceitação no Brasil.

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    Wayne Grudem