A Hangman's Diary - The Journal of Master Franz Schmidt, Public Executioner of Nuremberg, 1573-1617

    Franz Schmidt

    Skyhorse
    2015
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-10: 1629144800

    From 1573 to 1617, Master Franz Schmidt was the executioner for the towns of Bamberg and Nuremberg. During that span, he personally executed more than 350 people while keeping a journal throughout his career. A Hangman’s Diary is not only a collection of detailed writings by Schmidt about his work, but also an account of criminal procedure in Germany during the Middle Ages. With analysis and explanation, editor Albrecht Keller and translators C. Calvert and A. W. Gruner have put together a masterful tome that sets the scene of execution day and puts you in Master Franz Schmidt’s shoes as he does his duty for his country. Originally published more than eighty years ago, A Hangman’s Diary gives a year-by-year breakdown on all of Master Schmidt’s executions, which include hangings, beheadings, and other methods of murder, as well as explanations of each crime and the reason for the punishment. An incredible classic, A Hangman’s Diary is more than a history lesson; it shows the true anarchy that inhabited our world only a few hundred years ago. Skyhorse Publishing, as well as our Arcade imprint, are proud to publish a broad range of books for readers interested in history--books about World War II, the Third Reich, Hitler and his henchmen, the JFK assassination, conspiracies, the American Civil War, the American Revolution, gladiators, Vikings, ancient Rome, medieval times, the old West, and much more. While not every title we publish becomes a New York Times bestseller or a national bestseller, we are committed to books on subjects that are sometimes overlooked and to authors whose work might not otherwise find a home.

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    Henrique Junior24/10/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Interessante, brutal e esclarecedor: como um carrasco lida com seu trabalho

    Pessoas com interesse em história e em especial na idade média irão devorar este livro. Trata-se das narrativas (reais) em diário do Mestre Franz Schmidt, carrasco oficial da cidade de Nuremberg entre os anos de 1573 a 1617. Em suas palavras o carrasco descreve, de forma bem sucinta e crua, muito como se fosse uma lista de compras, as execuções de cada pessoa (seus nomes, motivos e datas), bem como os castigos físicos para os crimes menos graves. Se por um lado faltava a Mestre Schmidt a erudição para fazer de seu diário uma obra-prima da literatura (é preciso lembrar que trata-se de um tipo de lembrete pessoal para o próprio carrasco), os editores que pesquisaram e compilaram os dados do livro vão mais fundo, na primeira metade do livro, em explicar com detalhes os procedimentos, processos jurídicos, punições e sentenças de cada crime. O resultado é um livro chocante: “Quando ele ficou curado e foi transportado para o último dia, arrancou com os dentes um pedaço do tamanho de uma grande moeda de seu braço direito, fazendo um buraco de 2,5 cm de profundidade, imaginando que sangraria até a morte. Por esses crimes, como assassino e ladrão, que roubou muito e muitas vezes, ele teve os quatro membros despedaçados na roda e foi posteriormente executado nela. Depois seu corpo foi queimado. Ele fingiu que não podia andar, para que tivesse de ser carregado; recusou-se a rezar e ordenou que o padre se calasse, dizendo que já sabia aquilo tudo e não queria escutar e que isso fazia sua cabeça doer... Sabe Deus como ele morreu.”. Também chama a atenção que Nuremberg era uma cidade progressista. Apesar de tudo, as execuções eram mais humanas que em outras partes. Recusava-se em condenar as pessoas por bruxaria (o que era moda na época) e as mulheres eram, quase sempre, tratadas com clemência. Foi uma leitura fascinante.

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