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    J'accuse! - La vérité en marche

    Émile Zola

    L&PM
    2009
    175 páginas
    5h 50m
    ISBN-13: 9788525419606
    Português Brasileiro
    4
    97 avaliações
    Leram158Lendo16Querem259Relendo1Abandonos3Resenhas7
    Favoritos7Desejados259Avaliaram97

    Como jamais visto na história da imprensa até então, Émile Zola (1840-1902) mobilizou a opinião pública francesa para tentar corrigir uma das maiores injustiças cometidas pelo Estado contra um indivíduo. Cidadão francês, oficial da artilharia e judeu, Alfred Dreyfus foi vítima de uma armação política. Em 13 de janeiro de 1898, Zola tornou pública sua opinião em J'accuse, uma carta aberta ao presidente da república da França em defesa de Dreyfus, publicada no jornal L'Aurore, com tiragem de trezentos mil exemplares. Era a primeira de uma série de denúncias sobre o caso, que dividiu o país, redesenhando os contornos da direita e da esquerda francesas. Uma ode à liberdade de expressão e aos direitos humanos, J'accuse se tornou um marco na história do jornalismo e mostrou a força dos intelectuais frente à opinião pública e ao Estado. Este livro apresenta esse e outros artigos que Zola escreveu e posteriormente reuniu sob o nome de J'accuse...! A verdade em marcha, revelando as entranhas de um dos maiores atentados às liberdades individuais perpetrados por um país contra um só homem.

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    Eduardo Dias picture
    Eduardo Dias04/06/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma história que sempre atraiu minha curiosidade. Esse caso se mantém muito comentado e discutido na França até hoje, depois de mais d3 100 anos. A condenação injusta do militar Dreyfus por um caso de espionagem envolvendo a Alemanha dividiu a França, levantando a questão do anti-semitismo.

    7 curtidas

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    4 / 97
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    Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola profile picture

    Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola

    Émile Zola nasceu na capital francesa. Filho do engenheiro François Zola e sua esposa Émilie Aubert, cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon (atualmente conhecido como Collège Mignet) e, aos dezoito anos, retorna a Paris para estudar no Lycée Saint-Louis. Devido às complicações financeiras por que passou após a morte do pai, Zola é levado a trabalhar em uma série de escritórios, ocupando cargos de pouca influência. Inicia-se no ramo jornalístico escrevendo colunas para os jornais Cartier de Villemessant's e Controversial. Suas colunas não poupavam críticas severas a Napoleão III - (...) meu trabalho torna-se a imagem de um reinado partido, de um estranho período de loucura e vergonha humanas - e à Igreja - A civilização jamais alcançará a perfeição até que a última pedra da última igreja caia sobre o último padre. A obra de caráter autobiográfico La Confession de Claude (1865), um dos primeiros trabalhos publicados por Zola, atraiu atenção negativa da crítica especializada. O ainda mais criticado Thérèse Raquin, romance lançado no ano seguinte, apresentou uma abordagem inovadora em sua concepção: inspirado pelos estudos científicos da época, Zola propõe não um simples romance, mas uma análise científica pormenorizada do ser humano, da moral e da sociedade. Thérèse Raquin tornou-se, portanto, marco inicial de um novo movimento literário, oriundo da análise científica e experimental do ser humano: o Naturalismo. Em vida, Zola também demonstrou elevado engajamento político. Certamente, seu trabalho de maior influência política foi a carta aberta intitulada J'acccuse (Acuso), destinada ao então-presidente da França Félix Faure. A carta, publicada na primeira página do jornal parisiense L'Aurore em 13 de janeiro de 1898, acusou o governo francês de anti-semitismo por julgar e condenar precipitadamente o capitão Alfred Dreyfus, judeu e oficial do exército francês, por traição em 1894. Émile Zola faleceu em 29 de setembro de 1902 em sua casa em Paris devido à inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono proveniente de uma lareira defeituosa; alguns estudiosos, em razão das misteriosas circunstâncias do ocorrido, não descartam a hipótese de homicídio

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