Falando do maior expoente da poesia capixaba
Sérgio Blank é considerado o maior poeta do Espírito Santo. A sua poesia, aqui reunida numa coletâne "Os dias ímpares" é como um Baudelaire latino, virulente e cortante, como um vulcão sempre a explodir com textos que em nada lembram a imagem calma e comedida deste poeta quando em vida. Sérgio Blank é sem dúvida um dos maiores poetas pós-modernista do Brasil e o Brasil precisa descobrír a poesia deste poeta capixaba, infelizmente morto em causas estranhas há alguns anos atrás. Sobre sua escrita, não é um poeta que procura rima ou estruturar seus textos com formalidades e tão pouco um poeta com textos líricos para um leitor sonhador. Não, Blank é um poeta voráz, forte, virulente que desseca o mundo em que vivia com um sarcasmo e um bisturi literal (não literalmente) numa arte poética com ares de um Baudelaire latino. Seus textos são tão metafóricos e simbólicos quanto enriquecidos com um vocabulário que entorpeceria os mais eruditos. Indico maravilhado esta coletânea "Os Dias Ímpares", que para mim já pode ser considerada uma das maiores da poesia pós-modernista brasileira. É uma poesia livre. Livre de tudo. Até de farpas. Livre para decompor o mundo com as palavras que quisesse. Quando era jovem, lá pelos vinte anos e ainda morando no Brasil, trabalhei numa livraria onde o Sérgio Blank trabalhava como promotor cultural. Ele já era um escritor e poeta conhecido no estado do ES e estava divulgando seu livro infantil "Safira", hoje considerado um clássico infantil da literatural infantil capixaba. Hoje eu posso dizer que fui contemporâneo, que trabalhei e conversei com um dos grandes poetas do Brasil. Leitura obrigatória para os amantes da poesia. Uedison Pereira @uedison_pereira (instagram)

