Padre Júlio Maria desmistifica com magnificência as acusações que não apenas os protestantes, quer sejam eles soberbos ou apenas desconhecedores da verdade, mas vários grupos religiosos exasperam contra a Virgem Maria.
A obra aborda desde o conceito de culto de hiperdulia - e a consequente refutação contra a estupidez da Mariolatria - , e utiliza como argumentos não apenas as Sagradas Escrituras, mas também o testemunho - arqueológico ou escrito - dos primeiros cristãos leigos, dos próprios Apóstolos e também dos Padres Apostólicos, estes que ultimamente tornaram-se uma febre entre os neófitos e conduz muitos à verdade.
Oh, quantos exemplos belíssimos defendendo os quatro dogmas marianos - antes mesmo de a Igreja proclamar dois deles formalmente, e me refiro à Imaculada Conceição e à Assunção da Virgem Maria -, dogmas estes que, como o presbítero mostra, são, bem como todas as devoções católicas, cristocêntricos: toda devoção católica tem por fim último Nosso Senhor Jesus Cristo.
Além disso, são apresentadas as contradições dos próprios protestantes que, historicamente, defendem a Maternidade Divina e a Virgindade Perpétua, enquanto os atuais, imersos no ódio a essa mulher, negam e levam muitos inocentes consigo para o erro e a heresia.
Alerto ao leitor que algumas explicações talvez não sejam prontamente compreendidas - no capítulo II, por exemplo, o caro colega André Almeida me esclareceu o que o padre, com virtude e inteligência, expressou -, mas ao fazer uma releitura tudo se torna mais nítido: a verdade é irradiada tal qual a luz do sol em um prisma: brilhante e luminosa.
É um livro deslumbrante que revela como e por que a pequena e humilde menina de Nazaré foi exaltada, enquanto muitos pensam estar equiparados ou até mesmo acima dela (embora não digam que assim pensam). Mostra que Deus não precisava dEla, mas quis precisar para a nossa Redenção. São tantas asneiras ditas mundo afora, das mais absurdas mentiras possíveis até blasfêmias, contra Nossa Senhora, e Pe. Júlio defende com bravura e sabedoria a honra de Jesus Cristo.
Independentemente de você ser católico, protestante ou de qualquer religião que creia em Cristo, indico calorosamente este estandarte triunfante escrito pelo exímio sacerdote belga Júlio Maria Lombaerde, que tal qual um cavaleiro lutou com honra e magnitude em defesa de sua rainha.
Deixo aqui algumas de minhas citações favoritas, a fim de instigá-lo a ler:
Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu (Santo André Apóstolo)
Maria é verdadeira Mãe de Deus, pois ela concebeu Deus, gerou um verdadeiro Deus, deu à luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido pela carne humana. (São João Evangelista)
Maria é a Santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus. (São Tiago Menor)
Por fim, uma mui bela, mas muito subestimada. Cabe ao leitor refletir sobre sua profundidade e o papel dessa mulher, a corredentora, na obra da Salvação:
O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria, e o que Eva amarrara pela sua incredulidade Maria soltou pela sua fé (Santo Irineu de Lião)