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    Tiebreaker (It takes two #2) -

    P. Dangelico

    P. Dangelico
    2018
    281 páginas
    9h 22m
    ISBN-10: B07FTSJ8F3
    4.5
    2 avaliações
    Leram1Lendo0Querem2Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados2Avaliaram2

    A tenista profissional e querida de todos, Maren Murphy, está indo para casa. Infelizmente, ir para casa é a última coisa que ela quer fazer. Ela não sabe o que é pior, ser nomeada a executora do espólio de seu avô ou ter que lidar com o parceiro comercial de seu avô, Noah Callahan. Essa cria do diabo pode ter quebrado seu coração jovem e terno, mas desta vez a vantagem é de Murphy. Se alguém estiver chamando para o jogo, set e partida, será Maren. Revanche Noah Callahan sempre faz a coisa errada. Bem … ele costumava fazer as coisas erradas. As reputações de bad boy, no entanto, não são facilmente eliminadas. Ele é um empresário de sucesso há mais de uma década. Você pensaria que as pessoas em sua cidade natal já teriam perdoado e esquecido, mas infelizmente não. Até que sua última tentativa de redenção entra em seu escritório. Maren Murphy é a única mulher que ele amou – e a única que ele propositalmente afastou. Ela jurou odiá-lo por toda a eternidade. Ele prometeu amá-la para sempre. Pode uma segunda chance pode ser o desempate?

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    Avidez Literaria picture
    Avidez Literaria17/05/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “A maioria das pessoas passa a vida inteira procurando aquela pessoa especial, sua alma gêmea e toda essas besteiras, e nunca a encontra. Eu encontrei a minha quando tinha dez anos e não passa um dia sequer que eu gostaria de não ter encontrado. Porque não é um presente. Não é nem romântico. É uma maldição, da qual eu nunca vou me livrar.” Tiebreaker foi uma leitura que despertou diversas emoções. Confesso que a idéia do amor romântico, de alma gêmea, de dois amigos se descobrindo apaixonados mexe comigo, meu lado romântico incurável se deleita com essas tramas. Mas meu lado racional e bem teimoso por sinal, não consegue deixar de racionalizar em determinadas situações, e não sei sinceramente se a trama do livro acontecesse comigo se eu teria a capacidade de perdoar. Maren se apaixonou irrevogavelmente assim que pôs os olhos em Noah, o tipo de amor que muitos procuram por toda a vida e raramente acham, aquele amor sem explicação, só sentimentos. O fato de que ela tinha dez anos quando isso ocorreu não muda nada. Noah aos treze anos era o típico menino em início de adolescência, popular, cheio de amigos e querendo viver ao máximo. Maren o seguia para todos os lados, o observava sempre que tinha a chance, conhecia cada detalhe daquele menino. Noah achava irritante essa menina mais nova atrás dele. Maren sempre gostou de esportes, e seu visual meio masculino, com cabelos curtos e roupas largas viraram motivo de piadas por parte dos outros garotos. Até que um salto em conjunto fez nascer uma amizade. Noah e Maren viraram amigos. Uma amizade bonita, que foi crescendo com o passar dos anos, uma amizade que foi capaz de prover conforto em um momento de tragédia, que ofereceu compreensão e apoio quando necessário e que foi se transformando em algo maior, um amor maior que a própria vida. Até que um ato de Noah destruirá tudo. Dez anos depois, Maren é uma tenista profissional, vive em Londres e namora seu treinador há seis anos. Desde que partiu de sua cidade natal, nunca mais voltou. Mas a morte de seu avô mudará isso, ela deve retornar para casa para tratar do testamento, pois ela é a beneficiária. Mas o que ela não contava era com uma série de regras impostas por seu avô as quais ela deve seguir a risca ou perderá tudo. Aprender sobre o negócio da família é uma das regras, assim como passar um tempo com o sócio dele. Maren só não contava com o senso de humor cruel do destino: o sócio não é ninguém menos que Noah. Maren é uma personagem tão densa e bem escrita que é impossível o leitor não se identificar. A menina sonhadora, ingênua e romântica do passado sofreu uma dor terrível e se transformou em uma mulher determinada mas cética quanto ao amor, todos seus ideais românticos não passaram de sonhos infantis, ela para se proteger não se permite sentir. Seu relacionamento apesar de longo é apático, um namoro por conveniência, onde ambas as partes têm interesses em comum e não tem ilusões românticas. Sua volta para casa trará a tona sentimentos sufocados e a fará confrontar tudo o que sempre a incomodou mas ela nunca verbalizou. Noah foi o grande responsável pela contradição dos meus sentimentos. Sua fase adolescente foi fofa, o início e florescer de sua amizade com Maren foi motivo de vários sorrisos. O acidente em que ele se envolve e a tragédia que ocorreu causou tristeza e empatia. Seu desespero e sua fase de luto onde Maren foi peça chave para consolá-lo e apoiá-lo foi importantíssima para a narrativa e para o desenrolar da trajetória dos dois. O inicio do namoro dos dois foi celebrado, sua contusão e consequência mudança nos planos para o futuro resultaram em apreensão. Mas apesar de tudo isso, seu grande e maior erro me despertou raiva, descrença e desolação. Noah me perdeu com esse simples ato. Após atingir o fundo do poço, e devo dizer que o caminho até o fundo não foi bonito, Noah consegue se reerguer com a ajuda do avô de Maren e passa todos esses anos esperando que ela volte para enfim poder se desculpar e ter uma nova chance. Após dez anos e muita mágoa entre os dois, os encontros entre eles são recheados de brigas, amarguras e desentendimentos. Mas a chama do desejo e do amor ainda existe entre eles, por mais que Maren se negue a perdoar. Noah mudou e a fará enxergar isso. O rapaz que partiu seu coração também sofreu com o que aconteceu e teve toda sua vida definida por esse simples ato. Ele tenta se redimir e devo confessar que em alguns momentos consegue, ele mostra um lado que realmente está arrependido, o leitor vê o homem que ele se esforçou para se tornar. O livro flui de uma forma brilhante, virei a madrugada em buscas de respostas. A grande questão do livro após tudo o que acontece no passado passa a ser o perdão. Até que ponto Maren será capaz de deixar tudo para trás e recomeçar uma nova vida, livre de tudo o que a aprisiona. Seja por perdoar seus pais pela falta de atenção com ela, perdoar sua irmã pelo abismo que se criou entre elas por causa do tênis, seu avô que apesar de amar as netas nunca demostrou carinho para com o filho, o mesmo avô que a aprisionou em um testamento cheio de regras, perdoar Noah e por fim perdoar a si mesma. Tiebreaker pode ser um romance, mas foge da estória comum. Ele fará o leitor se perguntar assim como Maren até que ponto o orgulho interfere em nossas escolhas, se o medo de críticas nos impedirá de seguir em frente e até que ponto vale a pena persistir com uma mágoa que nos corrói, ou se as vezes devemos perdoar e simplesmente viver. O livro é muito bom, conforme já dito me despertou diversos sentimentos, mas ainda não atingi o nível de plenitude de Maren, não perdoei Noah, apesar de torcer para os dois ficarem juntos no final. OBS: Estou muito curiosa para saber como será o futuro de Annabelle e o xerife. Os dois me encantaram com suas participações.

    1 curtida

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    4.5 / 2
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    Paola Dangelico

    P. Dangelico adora romance de todas as formas, criaturas fofinhas (quatro patas e duas), revista barata sexy realmente sangrenta, os NY Jets (embora ela esteja reconsiderando depois desta temporada) e para passar o dia no celeiro (aparentemente ela pensa melhor recolhendo sujeira de cavalo). O que ela não está apaixonada é se referir a si mesma na terceira pessoa e mídias sociais, então não espere que ela vá no Twitter tão cedo. Ah, e embora tenha nascido na Itália, ela tem sido Jersey Strong desde que completou seis anos.

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    Paola Dangelico