O texto gravita em torno do conceito de identidade e da reconfiguração de seu sentido ético entre nós. A partir de questões próprias do pensamento de Emmanuel Levinas, principalmente as que se referem à crítica da totalidade e aos mecanismos que a partir desta incidem sobre os indivíduos fazendo-os desempenhar papéis em que esses já não mais se encontram, pretendemos reavaliar a própria noção de identidade, repensando seu lugar numa sociedade que a luz dos Direitos Humanos se pretende livre de toda sorte de categorizações. Cientes que a noção de substância humana se desagrega diante das produções filosóficas iniciadas já no final do século XIX e início do século XX e que dentro de uma discussão social e política toda noção de uma qualidade inata da alma é um risco, resolvemos aqui pensar sobre nós mesmos projetando novas possibilidades argumentativas. Nisso ergue-se a questão: frente às lutas sociais por direitos, destacando-se as que tratam de temas raciais, sexuais e de gênero, em que a busca por espaço e o ultrapassar de forças opressoras se confunde à demarcação das identidades, não se estaria, na contramão, reforçando ideias substancialistas que seriam apenas o outro lado de uma mesma moeda ideológica? Para tal trataremos de tencionar conceitualmente os seguintes conceitos: totalidade/identidade, e infinito/alteridade, ética e críticas aos mecanismos teóricos que defendiam um paradigma de humanidade baseado numa ideia de liberdade absoluta.
IDENTIDADE vs ALTERIDADE: A IDENTIDADE JUSTIFICADA PELA ÉTICA DA ALTERIDADE, SEGUNDO O PENSAMENTO DE EMMANUEL LEVINAS -
Jacilene Maria Silva
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2018
46 páginas
1h 32m
ISBN-10: B079XXZ8KL
Português Brasileiro
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