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    O chamado de Cthulhu e outros contos -

    H. P. Lovecraft

    Pandorga - Selo Editorial:Chronos
    2019
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9788584423453
    Português Brasileiro
    3.8
    1875 avaliações
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    "Se as mentes superiores algum dia fossem colocadas em pleno contato com os segredos preservados pelos cultos antigos e inferiores, as anormalidades resultantes, em pouco tempo, não só arruinariam o mundo, como também ameaçariam a própria integridade do universo." H. P. Lovecraft é considerado um mestre do terror e suas historias conduzem os leitores por ambientes macabros e impregnados de perversidade. Com enredos muitas vezes inspirados por seus constantes pesadelos, a obra de Lovecraft é marcada pelo simbolismo e encerra a visão de que o universo é sem sentido e indiferente ao sofrimento humano e de que o homem é insignificante diante do poder do imenso e desconhecido universo cósmico. Lovecraft influenciou grandes nomes da literatura fantástica e de horror como Stephen King, Bentley Little e Joe R. Lansdale, e inspirou muitos filmes, revistas de HQ, músicas e jogos. Neste volume único reunimos contos para colecionadores e amantes do gênero. E para quem ainda não está familiarizado com o estilo, a compilação traz desde historias do início da produção literária de Lovecraft até suas obras mais recentes.

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    Fabio Shiva picture
    Fabio Shiva10/09/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    horror indescritível

    Tem gente que ama, tem gente que odeia, mas dificilmente alguém fica indiferente às histórias de Lovecraft. Fazia mais de 20 anos que eu não lia algo dele. A primeira e extasiada leitura foi de “Um Sussurro nas Trevas e outras histórias”, feita ainda na adolescência, quando eu estava me iniciando no universo literário do terror. Lembro de ter gostado de Lovecraft, mas num grau bem inferior que Edgar Allan Poe, para mim então e agora o clássico imbatível. Com o passar dos anos fui lendo uma antologia aqui, uma novela ali, com destaque para o conto “Ar Frio”, que vi primeiro na espetacular adaptação para os quadrinhos feita por Bernie Wrightson, que me fez achar Lovecraft muito bom. E por fim essa (re)leitura de “O Chamado de Cthulhu”, motivada talvez por outra citação dos quadrinhos, a ótima série metalinguística “Black Hammer”, que traz uma bela referência a Lovecraft com a personagem Cthu-Louise, uma garotinha americana como qualquer outra, com a diferença de ter a cabeça no formato do monstro cósmico de Lovecraft, além de poderes oriundos das trevas supradimensionais... Enfim, após essa nova leitura, continuo achando divertida a imaginação delirante e frequentemente doentia de Howard Phillips Lovecraft. Também foi muito marcante a tecla que ele não cansa de martelar em suas histórias, sempre se referindo a um horror além da possibilidade de expressão por meio da linguagem humana: “Há horrores que extrapolam o horror, e aquele momento pertencia aos núcleos de pavor onírico que o cosmos reserva quando quer acabar com alguns infelizes.” (A Casa Abandonada) “A cor, que se assemelhava aos feixes no estranho espectro do meteoro, era quase impossível de ser descrita; e foi apenas por analogia que eles a chamaram de cor.” (...) “Não se avistavam cores sãs, exceto pela relva e folhagem verdes, mas por toda parte estavam as variantes febris e prismáticas de alguma tonalidade primária doentia que não encontrava lugar entre as cores conhecidas da terra.” (A Cor Que Caiu Do Céu) “Sugerir a pessoas destituídas de imaginação um horror além de qualquer concepção humana...” (O Horror Em Red Hook) “Mas dizer alguma coisa precisa sobre aquela superfície, ou sobre o formato geral da massa toda, quase desafia o poder da linguagem.” (Sussurros Na Escuridão) Penso que essa agoniada repetição do tema “um horror tão terrível que não pode ser descrito com palavras” reflete o paradoxo crucial das histórias de terror: o monstro só é assustador quando está oculto nas trevas. Ao ser trazido para a luz do conhecimento, o monstro pode até continuar sendo feio, perigoso e mau, mas perde muito de seu poder de assustar, justamente porque enxergamos toda a sua fraqueza inerente. Foi mais ou menos isso o que, creio, Arthur Conan Doyle quis dizer pela boca de sua imortal criação, o detetive Sherlock Holmes: “Onde não há imaginação, não há horror.” Ensinamento que encontrou sua expressão máxima na fala do grande sábio indiano Swami Sri Yukteswar: “Encare o seu medo de frente, e ele deixará de perturbar você.” Voltando a Lovecraft, encerro com essas interessantes informações extraídas da apresentação feita pela Editora Pandorga: “Muitos dos trabalhos de Lovecraft foram inspirados por seus constantes pesadelos, o que contribuiu para a criação de uma obra marcada pelo subconsciente e pelo simbolismo.” “O princípio literário orientador de Lovecraft foi o que ele chamou de ‘cosmicismo’ ou ‘horror cósmico’: a ideia de que a vida é incompreensível para as mentes humanas e que o universo é fundamentalmente estranho.” “É particularmente essa tensão entre o científico estéril de Lovecraft e a imaginação mística - cuja relação contraditória sempre reconheceu e apreciou - que a crítica entende ser a fonte do caráter altamente original de seu trabalho.” “S. T. Joshi estima que Lovecraft tenha escrito cerca de 87.500 cartas, de 1912 até sua morte em 1937, incluindo uma carta de 70 páginas, de 9 de novembro de 1929, para Woodburn Harris.” “Nessas cartas, Lovecraft discutia uma gama enciclopédica de assuntos em ensaios extensos e profundos; ali ele também ventilava suas obsessões ao longo da vida, em especial seu amor ao passado e à verdade científica, e sua aversão ao mundo moderno e a todos os povos que não eram do fluxo cultural anglo-nórdico.” “Lovecraft criou também um dos mais famosos e explorados artefatos das histórias de terror: o Necronomicon, um livro fictício de invocação de demônios escrito pelo também fictício Abdul Alhazred. Até hoje é popular o mito da existência real deste livro, fomentado especialmente pela publicação de várias edições falsas do Necronomicon e por um texto, da autoria do próprio Lovecraft, explicando sua origem e percurso histórico.” “A reação crítica ao trabalho de Lovecraft mostra uma diversidade incomum, desde ataques exasperados dos que tomam sua obra como os desvarios pueris de um incompetente artístico e intelectual até as celebrações de Lovecraft como um dos maiores escritores e pensadores da era moderna.” https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2021/09/o-chamado-de-cthulhu-e-outros-contos-h.html

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    Howard Phillips Lovecraft profile picture

    Howard Phillips Lovecraft

    Howard Phillips Lovecraft, filho de Sarah Susan Phillips e Winfield Scott Lovecraft, nasceu na casa de seus avós maternos em 20 de agosto de 1890 em Providence, Rhode Island, Estados Unidos. Lovecraft tinha uma saúde delicada, fato que lhe impedia de freqüentar a escola assiduamente. Porém, foi uma criança precoce. Aos três anos foi alfabetizado, lia e recitava poemas. Aos cinco anos leu As Mil e Uma Noites; e aos seis escreveu O Poema de Ulisses, obra rimada com 88 linhas inspirada na Odisséia. A partir daí, o jovem estuda em casa sem o acompanhamento de tutores. Retorna para a mesma escola em 1902. Neste período, interessa-se por astronomia e redige o "Jornal de Astronomia de Rhode Island" que teve 69 edições. No ano seguinte, Lovecraft deixa a escola novamente devido ao St. Vitus'

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    Rhode Island, Estados Unidos da América

    Howard Phillips Lovecraft