Este trabalho descreve como, pela noção de jogos de linguagem de Wittgenstein, se pode criticar o representacionismo, isto é, a tese de que a representação é o núcleo do pensamento e essencial para a proposição. Dá-se ênfase às Investigações Filosóficas para questionar a tese de que a mente representa o mundo e de que sem ela não há conhecimento. Wittgenstein concebe a linguagem como comportamento guiado por regras e, por isso, a proposição não é o núcleo da linguagem nem se reduz à figuração de estado de coisas, tampouco fixa o que há de comum entre a figuração e o afigurado. O uso de jogos de linguagem mostra que o fascínio da representação como algo mental pode ser dissolvido pela normatividade da gramática. No novo modo de conceber o funcionamento das proposições está implícita uma crítica à redução daquelas ao modelo adotado no Tractatus. Também a concepção de representação, presente tanto no internalismo como no externalismo, sofre um abalo pela consideração da gramática do representar, que dispensa todo transcendentalismo. A linguagem não se reduz à função pictórica do mundo e o significado depende do uso. O jogo do representar pode exigir o uso da proposição. Assim, nesta dissertação, a partir da revolucionária concepção de jogos de linguagem, queremos mostrar que a representação não pode ser separada de atividades da linguagem e isso implica em crítica à concepção transcendentalista de conhecimento e também dispensa a relação pictórica do paralelismo linguagem/mundo. COMPRAR: http://www.agbook.com.br/book/9392--Os_Jogos_de_Linguagem