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    A Máquina Parou - seguido de Paisagem com Risco Existencial

    E. M. Forster

    Iluminuras
    2018
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9788573215922
    Português Brasileiro
    4
    120 avaliações
    Leram147Lendo6Querem74Relendo0Abandonos1Resenhas21
    Favoritos6Desejados74Avaliaram120

    Num futuro indeterminado e numa Terra ecologicamente arrasada onde as pessoas vivem em um mundo subterrâneo servido e controlado por uma Máquina, um jovem busca uma saída. O enredo é simples, mas as cenas que o articulam, escritas na primeira década do século 20, são fortes em premonição tecnológica e carregadas de arrepiante ameaça. E. M. Forster, autor de conhecidos romances como Passagem para a Índia, Um quarto com vista e Maurice, transformados em filmes de sucesso, foi um dos autores mais destacados da literatura britânica do século 20, várias vezes cogitado para o Prêmio Nobel. Em 1909, Forster, publicou A máquina parou: lida hoje, esta pequena novela inédita no Brasil revela todo seu poder de análise das relações entre a humanidade e a tecnologia em uma era em que, como advertiu Walter Benjamin, a humanidade se prepara para sobreviver à civilização. Já em “Paisagem com risco existencial”, o escritor e ensaísta Teixeira Coelho destaca os pressupostos e as consequências desta peça literária para a compreensão do tempo presente. Num futuro indeterminado que, na perspectiva de hoje, é daqui a pouco e mesmo já, as pessoas se comunicam por meio de tablets com som e vídeo, recebem em seus próprios quartos-casa tudo de que precisam — de comida a música, além de informação fornecida por um aparelho equivalente ao televisor — e não gostam de contatos físicos. Vivem subterraneamente e não gostam da superfície da Terra, que nada lhes diz. Tudo gira ao redor de uma Máquina central. A máquina parou é um conto do autor dos romances Passagem para a Índia, Um quarto com vista e Maurice, entre outros, inicialmente publicado em novembro de 1909 na The Oxford and Cambridge Review. Em 1973, três anos após a morte do autor, foi incluída no volume II da coletânea The Science Fiction Hall of Fame. No Brasil, passou despercebida até este momento.

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    Resenhas (21)Ver mais
    Lais Alvarenga picture
    Lais Alvarenga25/03/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    A máquina parou Mais um livro que li por causa da escola. O livro é muito bom na questão de reflexão mas eu achei muito difícil de ler, muito complexo porém pude notar o que eu nunca parei para pensar: a internet e aparelhos podem prejudicar a convivência entre as pessoas, mas tem seu outro lado, seu lado bom e útil. Nos dias atuais, estamos tendo aulas por conta da internet, plataformas e essas telas de computador/celular, tipo de coisa que o passado não tinha.

    17 curtidas

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    Edward Morgan Forster profile picture

    Edward Morgan Forster

    Edward Morgan Forster, geralmente publicado como E.M. Forster, era um romancista, ensaísta e escritor de contos. Ele é mais conhecido por seus romances irônicos e bem planejados que examinam a diferença de classe e a hipocrisia na sociedade britânica do início do século XX. Seu impulso humanista em direção à compreensão e à simpatia pode ser apropriadamente resumido na epígrafe de seu romance de 1910 Howards End: "Conecte-se somente" ("Only connect"). Ele teve cinco romances publicados em sua vida, alcançando seu maior sucesso com A Passage to India (1924), que tem como tema a relação entre Oriente e Ocidente, visto através das lentes da Índia nos últimos dias do Raj britânico. As opiniões de Forster como um humanista secular estão no centro de seu trabalho, que muitas vezes retrata a busca de conexões pessoais, apesar das restrições da sociedade contemporânea. Ele é conhecido por seu uso do simbolismo como técnica em seus romances, e tem sido criticado por seu apego ao misticismo. Seus outros trabalhos incluem Where Angels Fear To Tread (1905), A Viagem Mais Longa (1907), A Room with a View (1908) e Maurice (1971), romance publicado postumamente.

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    Edward Morgan Forster