[SENTA QUE LÁ VEM TEXTÃO]
Esse livro tem muitos motivos para ser considerado um livro ruim, tipo a falta de noção e maturidade da personagem principal e a ligação superficial com a psicologia (Hellouuuu??? Ela é uma psicóloga que não acredita na psicologia??? Ou, desde quando psicólogo pode receitar remédio?).
Também tem a forma de escrita da autora que cria uma grande previsibilidades dos acontecimentos gerais, tipo, não teve nada do livro que me deixou surpresa... Cinco páginas antes de algo realmente acontecer, ela já dava alguma dica/indício que aquilo realmente ia acontecer, e beleza, não é um livro de suspense, né?! Mas faltou aquele momento de frio na barriga.
Apesar disso tudo, eu particularmente não posso considerá-lo como um livro ruim, eu gostei do enredo, gostei de como a leitura fluiu, de como eu ficava querendo ler logo a parte que a personagem se tocaria daquilo que o leitor já sabia e gostei de ter me ajudado a superar minha ressaca literária pois é um livro bem fácil de ser lido.
Mas acima de tudo isso (e ignorando o fato que o livro aborda isso como uma solução pra uma doença, o que eu acho incoerente) eu gostei muito das reflexões/conselhos sobre “lidar com planejamento“.
Se eu contasse nos dedos quantas vezes eu já me senti refém do meu planejamento, eu teria que usar as mãos de toda a população de São Paulo e no livro tem esse reforço positivo de que ninguém é obrigado a fazer nada e se o plano não está dando certo, nós somos capazes de adaptação.
Então, resumindo, o livro tem alguns defeitos mas nada que o torne impossível de ler. Recomendo pra quem está passando por uma ressaca literária ou pra quem precisa se lembrar de que a vida não se planeja ;)
E pra quem já leu, ou quer ler e discutir com alguém, deixo aqui meu convite de participarem do meu clube de leitura @clubeleya (lá no Instagram). A discussão sobre esse livro vai acontecer dia 07/02.