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    Crudo -

    Olivia Laing

    W. W. Norton & Company
    2019
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9780393357417
    3.8
    2 avaliações
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    It’s the summer of 2017 and Kathy—who bears a distinct resemblance to punk novelist Kathy Acker— is getting married. Meanwhile, fascism is on the rise, truth is dead, the planet is heating up, and Trump is tweeting the world ever closer to nuclear war. In Crudo, her first work of fiction, Olivia Laing radically rewires the novel with a fierce, compassionate account of learning to love when the end of the world seems in sight.

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    Ana Laura Silva Vilela picture
    Ana Laura Silva Vilela30/01/2022Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Limites do amor, arte e ficção no mundo fascista do séc XXI

    Ler autoras contemporâneas contando histórias na fronteira da auto-ficção é o que tenho feito por lazer entre uma literatura densa e outra. Gamei na Sally Rooney, na Rachel Cusk e já em 2022, vocês viram por aqui que li e apreciei a Elif Batuman com sua A Idiota. Há algo confortável em ter esses trinta anos e certo gosto pela cultura pop e saber de histórias de mulheres que vão à universidade, que leram e se encantaram pelos mesmos textos acadêmicos que eu, mulheres que andam às voltas de se entenderem escritoras ou artistas (ou não). Além disso, todas muito desencantadas com o mundo como está. Política, desejo, envelhecimento. Nessa novela, a autora toma emprestado uma personagem real, a artista Kathy Archer para nos confrontar sobre se é possível amar em tempos abomináveis como os que vivemos. Acompanhamos as reflexões e preparativos da personagem ao se casar em algumas semanas/meses do ano de 2017. O texto é recortado por tweets de Trump, as notícias que ilustram a consumação do Brexit, os crimes de Charlottesville, outros acontecimentos de 2017 e uma ambientação em certa cena artística e cultura pop. Foi acalentador saber da mente atormentada de uma mulher de 40 anos desesperada com um mundo fascista e cotidiano e paranoica sobre sua escolha em ser a esposa de alguém. É também um livro sobre amor. (O fato de ser um casamento aberto é algo que me prendeu até o fim do livro, porque jamais falamos com naturalidade e curiosidade desse elefante na sala das redes sociais, só votamos sim ou não, feito no brexit. A autora coloca o tema de modo suave, cotidiano) Crudo encontrei nessa busca por autoras contemporâneas, para me distrair e me identificar. Olivia Laing é conhecida como crítica de arte e escritora não ficcional. Aliás, uma das partes mais envolventes do livro tem a ver com os quase-ensaios que a personagem principal nos presenteia no fluxo de consciência que atravessa o texto. Essa característica é comum e algo que gosto muito nos livros que mencionei acima. Comecei a ler esse livro três vezes, na terceira ainda reli boa parte. Tive dificuldades com a estrutura narrativa que vai nos contando aos poucos e que precisa da persistência da leitora que não conhecia quase nada das referências artísticas, sequer a protagonista. Tive dificuldades com a leitura em inglês, um vocabulário muito variado. Um uso muito diverso da língua, dá inveja de alguém conhecer assim seu idioma. Por fim, ressalto que a protagonista traz reflexões sobre amor, família e desespero com o fascismo e o terror de continuar vivendo a vida com as quais me emocionei muitíssimo.

    2 curtidas

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    3.8 / 2
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    Olivia Laing profile picture

    Olivia Laing

    Olivia Laing foi finalista do Prêmio Ondaatje com seu aclamado primeiro romance To the river. Foi editora do Observer e colabora com The Guardian, New Statesman e The Times Literary Supplement. Vive em Cambridge, na Inglaterra. Viagem ao redor da garrafa foi considerado um dos livros do ano por veículos como The New York Times, Time Magazine, The Times, The Economist e New Statesman.

    5 Livros
    6 Seguidores

    Olivia Laing