A princípio custou-me imenso entrar na leitura, mas quando consegui, acabei o livro muito depressa. E acho que esta é uma das características do Júlio Dinis, o início é tão lento que custa um pouco, mas quando uma pessoa lhe apanha o jeito é bastante rápido.
Achei que a princípio o livro teve demasiadas referências literárias portuguesas da época em que foi escrito, então eu não estava a entender a maioria e isso estava a irritar-me imenso. Além disso, as personagens apresentadas são aquelas personagens tipo mesmo cliché.
O livro vai acompanhar Carlos, um rapaz que adora festas e que um dia, numa festa, se apaixona por uma rapariga sem saber quem é, sendo que depois descobre que é uma pessoa chegada à família mas de riqueza inferior.
Uma das coisas que mais gostei neste livro foi da mudança que Carlos apresenta, de uma pessoa que adora festas, para uma pessoa completamente apaixonada que prefere ficar em casa a pensar na rapariga de quem gosta do que se ir divertir com outras numa festa, essa mudança que se dá ao longo do livro é realmente incrível.
O livro é ainda uma excelente forma de ver como agiam as família inglesas que habitavam em Portugal e que tiveram um papel muito importante no desenvolvimento da cidade do Porto, e ainda como era a cidade antes.
Achei o final completamente esperado, mas isso é normal nas obras de Júlio Dinis. Como ele consegue escrever de uma forma boa, o facto de o final ser esperado acaba por nem influenciar muito a minha opinião sobre o livro.
É um livro que recomendo sim, embora não seja, na minha opinião, o melhor do autor.
Resenha completa, frases/quotes e fotos do Porto, cidade portuguesa onde se desenrola a ação, no site a seguir