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    Duas damas bem-comportadas (Clássicos Modernos) -

    Jane Bowles

    L&PM Editores
    2019
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788525438362
    Português Brasileiro
    3.1
    10 avaliações
    Leram17Lendo4Querem19Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos0Desejados19Avaliaram10

    Meu livro favorito. Não consigo pensar em outro romance moderno com mais chance de se tornar um clássico. – Tennessee Williams Frieda Copperfield e Christina Goering são amigas de longa data. Mulheres respeitáveis por fora, mas frustradas por dentro. Cada qual toma um caminho não convencional para aplacar essa situação: Frieda, em uma viagem ao Panamá, abandona o marido e se envolve com uma jovem prostituta; já Christina, uma mulher solteira, se entrega a aventuras carnais com os homens mais vis. Tudo pela libertação e pela felicidade. Com diálogos vivazes e irreverentes, este livro – seu único romance – se tornou cult entre intelectuais e escritores, e sua verdade ressoa até hoje. Como uma das personagens, a certa altura: “Eu desmoronei, sim, e queria fazer isso há anos. Sei que sou culpadíssima, mas agora tenho a minha felicidade, que vigio como uma loba, e agora tenho autoridade, e coragem que [...] nunca tive antes”. Como afirmava Truman Capote: à obra de Jane Bowles faltava quantidade, não qualidade.

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    Luciano Luíz dos Santos picture
    Luciano Luíz dos Santos21/07/2019Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    DUAS DAMAS BEM-COMPORTADAS de JANE BOWLES não é um romance ruim, mas também não é um livro que faça falta na estante. A obra tem seus momentos, apesar do enredo em si não ser dos melhores. Aqui a narrativa passa a impressão de que é falha e incompleta. É como se diálogos e descrição de lugares e ações tivessem parte das palavras roubadas. É simples e direto. O que mais compensa na leitura é a personalidade de todos que ali aparecem. Homens e mulheres tem mentes curiosas. No entanto, são as personagens femininas que mais cativam. Uma delas é solteira, e então uma moça vem morar com ela e depois vem um gordo que sonha em ser artista, mas o que mais faz é comer e dormir e tem o pai dele, um magricela que diz que o filho simplesmente não é lá grande coisa. Em seguida a moça sai da casa e vai viver com um sujeito aparentemente pilantra e logo mais ela quer se envolver com outro cara... Há também outra protagonista que é casada e com o marido viaja ao Panamá e lá ele anda por vários lugares enquanto ela fica num hotel onde tem prostitutas e ela então afirma que quer ficar ali para sempre tendo uma nova rotina em meio à moças jovens e velhas. As duas heroínas tem mentes iguais. São vazias e ao mesmo tempo repletas de perguntas sobre a sociedade e o mundo. No entanto, suas falas parecem robotizadas. Suas falas soam como se nada mais ao redor as impressionasse, a não ser que seja algo extremamente simples. Os diálogos são mesclas de naturais com artificiais. Em alguns momentos até parece que suas conversas são as minhas conversas que tenho comigo mesmo no silêncio da mente. Ah, coisas do ser humano monótono que sou... O livro no início é interessante e percebe-se com facilidade a qualidade narrativa cheia de remendos. Depois melhora a história até que se torna repetição de pensamentos e conversas. E sendo assim fica desinteressante pouco antes da metade até sua conclusão. O romance é simples, tem humor, há cenas que mexem com a mente em algum grau, mas não vai além disso. É uma daquelas leituras que após chegar a última página, nos faz procurar algo mais intenso para ler e termos certeza de que aquele ali foi um passatempo mediano, mas infelizmente esquecível. A edição que tenho tem uma capa muito bonita. Mãos femininas unidas como se estivessem dando uma volta por aí. Numa primeira olhada a ideia que vem à superfície é de que é um romance lésbico e nada mais. Só que tá distante disso, ao menos em certos aspectos. Outra coisa bem interessante é que a autora disse que escrever é muito difícil, uma tarefa dolorida, que exige demais. Esse romance foi publicado pela primeira vez em 1943 e há quem afirme que é um dos grandes clássicos do século 20. L. L. Santos

    5 curtidas

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    Avaliações

    3.1 / 10
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas10%
    • 2 estrelas40%
    • 1 estrelas0%
    Jane Sydney Auer profile picture

    Jane Sydney Auer

    Nascida Jane Sydney Auer, o corpo total de trabalho de Jane Bowles consiste em um romance, uma peça e seis contos. No entanto, John Ashbery disse dela: "É de se esperar que ela seja reconhecida pelo que é: uma dos melhores escritores modernos de ficção em qualquer idioma". Tennessee Williams a chamou de escritora de ficção mais subestimada na literatura americana. Durante sua vida e desde sua morte em 1973, ela tem sido considerada uma escritora, pouco conhecida do público em geral, mas com um público fiel de leitores intensamente dedicados. Nasceu em Nova York em 22 de fevereiro de 1917, filha de Sidney Auer e Claire Stajer Auer. Sua infância foi passada em Woodmere, Long Island. Com a morte do pai, em 1930, Jane e a mãe voltaram para Manhattan. Quando adolescente, desenvolveu tuberculose no joelho. Sua mãe a levou para um sanatório em Leysin, na Suíça, onde ela ficou em atividade por muitos meses. Durante esse período, ela desenvolveu um intenso amor pela literatura e por uma série igualmente intensa de obsessões e medos. Após seu retorno a Nova York, ela começou a experimentar escrever um romance e aventuras sexuais com homens e mulheres, embora principalmente com mulheres. Em 1937 ela conheceu Paul Bowles, e no ano seguinte eles se casaram e partiram para uma lua de mel na América Central, que seria, em parte, o local de seu romance Two Serious Ladies. Os Bowles foram para Paris, onde ela começou a escrever e ao mesmo tempo visitou bares de lésbicas. O casamento continuou sendo um casamento sexual por cerca de um ano e meio, mas depois disso Jane e Paul viveram vidas sexuais separadas. Depois de voltar a Nova York em 1938, os Bowles foram para o México, onde Jane continuou a trabalhar em seu romance e também conheceu Helvetia Perkins, que se tornaria sua amante. Two Serious Ladies foi publicado em 1943. As revisões eram na maior parte incompreensíveis. Logo, Paul, que estivera envolvido na edição de Two Serious Ladies, começou a escrever contos, que foram imediatamente publicados com grande distinção. Jane, tendo publicado alguns contos, começou a trabalhar em um romance, mas se deparou com um sério bloqueio de escritor. Em 1947, Paul foi para o Marrocos para trabalhar no The Sheltering Sky. Jane o seguiu até o ano seguinte. Ela continuou a lutar para trabalhar e publicou vários contos, incluindo sua obra-prima, "Camp Cataract", e começou a trabalhar seriamente em sua peça In the Summer House. Em Tânger, onde os Bowles residiam, Jane se apaixonou por uma camponesa marroquina. In the Summer House foi realizada na Broadway em 1953 para críticas mistas. Jane retornou a Tânger e continuou a tentar escrever um romance, mas sua atenção foi principalmente dedicada a seu caso de amor com Cherifa, a mulher marroquina, para assuntos com outras mulheres e também para uma vida social em que ela bebia bastante. . Em 1957 ela sofreu um grave derrame, que afetou sua visão e sua capacidade de imaginar. No entanto, notebook após notebook atesta sua luta ainda contínua para tentar escrever. Sua condição piorou e, após hospitalizações na Inglaterra, Nova York e Málaga, na Espanha, ela ficou confinada na Clínica de Los Angeles em Málaga, onde morreu em 1973. No entanto, deve-se notar que, apesar dessa história trágica, sua personalidade cativou muitas pessoas. Ela era brilhante e espirituosa, sempre fazendo e dizendo o inesperado. Ela era tão surpreendente quanto seu trabalho, um momento místico, no momento seguinte hilariamente engraçado.

    7 Livros
    1 Seguidor
    NY, Estados Unidos da América

    Jane Sydney Auer

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