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    A subversão pelo riso - Estudos sobre o carnaval carioca da Belle Époque ao tempo de Vargas

    Rachel Soihet

    Fundação Getúlio Vargas Editora
    1998
    198 páginas
    6h 36m
    ISBN-10: 8522502595
    Português Brasileiro
    4.5
    1 avaliação
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    Rachel Soihet discute as manifestações culturais da população pobre no Rio de Janeiro (1890-1930) como forma de resistência à discriminação e a opressão sofridas no cotidiano, através de músicas jocosas e a desobediência às leis. Soihet exemplifica com o bloco de sujos Macaco é o Outro — no qual os integrantes se fantasiavam de macacos e bradavam “Nós somos gente!” E, completavam, mais baixo: “Macaco é o outro...” —, uma demonstração de resistência e contestação à discriminação racial sofrida por negros pobres. A partir dos anos 1930, de música desqualificada, o samba se transforma em um dos símbolos nacionais, ao mesmo tempo em que as concessões entre as escolas de samba e a ideologia do Estado Varguista transformaram as primeiras em atração turística. Grupos pobres têm nas escolas de samba um espaço de reconhecimento e valorização de sua cultura. Essa nova condição foi possível pelo fortalecimento da resistência dos populares sob o contexto de intervenção autoritária do Estado Varguista nos elementos significativos à este segmentos, como as questões trabalhistas e as práticas culturais, ambos vistos como sinônimo de marginalidade até o Golpe de 1930. A autora também faz uma análise das visões sobre a mulher e sua participação no carnaval. Discute as idéias sobre o comportamento feminino obedecendo à moral da época. Em fins do século XIX e início do XX, o carnaval era tido como responsável por despertar a luxuria em “moças direitas”, e só mesmo as devassas se entregavam às folias. O carnaval era usado como argumento para justificar a violência masculina ou para definir o caráter feminino.A partir dos anos 1920 e 30 pôde ser observada uma atuação feminina mais explícita no carnaval. Contudo, o ideal da mulher passiva e que precisava ser protegida por pais e maridos era predominante. Para as mulheres dos segmentos médios, o carnaval representaria um espaço de transgressão que fugia aos únicos papéis que lhes era permitido na sociedade: mãe e esposa.

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    Rachel Soihet

    Rachel Soihet, nasceu Salvador, Bahia, em 27/05/1938. Foi para o Rio de Janeiro no início da década de 1950. Tentou formar em 1977, em Niterói, um Centro da Mulher. Envolveu-se com a pesquisa sobre a Mulher. Hoje é professora aposentada da Universidade Federal Fluminense e atua em Núcleos e Grupos de Pesquisa ligados ao Gênero. Mora em Niterói. Rachel Soihet é professora titular, atuando no programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense (UFF), pesquisadora do CNPq e coordenadora atual do GT de Gênero da ANPUH. É autora do livro Condição feminina e formas de violência: mulheres pobres e ordem urbana (1890-1920) – 1989 – co-organizadora do livro O corpo feminino em debate – 2003 -, além de ter escrito vários artigos e capítulos de livro.

    12 Livros
    4 Seguidores
    Bahia, Brasil

    Rachel Soihet