A SALVAÇÃO DA TERRA NAS MÃOS DE UM IMORTAL COM TENDÊNCIAS SUICIDAS… Depois de Lázaro ter milagrosamente ressuscitado, ele teve três filhos, Abraham, Thomas e Grace Skybourne. Os três eram dotados de habilidades inimagináveis: superforça, resistência sobre-humana e imortalidade. Eles criaram a Fundação “Topo da Montanha” para proteger a Terra de ameaças sobrenaturais - entre elas, um ensandecido mago que quer acabar com a humanidade!
Skybourne (Prime Edition) -
Frank Cho, Marcio Menyz
Edições (1)
Ver maisArte Bonita + Enredo Pobre = Skybourne
Frank Cho é um exímio desenhista conhecido por trabalhos aclamados nas principais franquias de quadrinhos do "mainstream" (Shanna, Vingadores, X-Men, Wolverine, Homem-Aranha, etc), famoso por desenhar mulheres e dinossauros como ninguém. Mas em Skybourne, projeto de sua autoria (roteiro e arte), publicado pela Boom Studios, e aqui no Brasil pela Mythos Editora, esse "know-how" do artista não ajuda muito. A história já começa de forma frenética, sem explicar muito o que está acontecendo (até aí sem problemas). Mas ao continuar a leitura, percebemos que a trama apressada parece ter um objetivo: tentar esconder o roteiro raso. Dois irmãos superpoderosos (que na verdade são três, mas o terceiro não chega a dar as caras na história), cujos poderes não tem a origem revelada, precisam deter um feiticeiro de se apropriar de artefatos mágicos para destruir o mundo. A premissa é simples e nada inovadora, mas poderia ser bem executada se trabalhada da forma correta. Mas não é o caso aqui. Apesar de se tratar de uma primeira parte de uma história mais longa (nota-se pela ausência de um final e pelas várias pontas soltas sem resolução), um volume que compila 144 páginas é mais que suficiente para dar alguma profundidade aos personagens. Mas aqui a impressão que fica é que nada substancial acontece. Se por um lado as cenas de ação são muito bem trabalhadas (desenhadas, na verdade) e com cenas impactantes (como decapitação e laceração de pessoas), por outro, os personagens não são nada carismáticos e o texto soa bastante forçado, como num desenho animado voltado para o público infantil. O vilão é mal explorado e mal explicado, sem um objetivo/motivação coerente. O autor tenta fazer piadinhas em momentos de tensão do enredo, deixando tudo mais sem sentido. Visivelmente, Cho concentrou seus esforços nos desenhos, deixando a trama em segundo plano. Um exemplo disso são as várias páginas com poucos quadros ou quadros grandiosos para inserir poucos diálogos. O bom disso tudo é que com a pobreza da narrativa e do texto, a leitura acaba sendo rápida, apesar de chata. Pesquisei na Internet e não vi previsão para publicação da continuação desse trabalho, que foi lançado originalmente em 2016 lá fora.
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