Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas214
    • Leitores5749
    • Similares18
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Medo Imortal (Medo Clássico) -

    Álvares de Azevedo , Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Bernardo Guimarães, Coelho Netto, Medeiros e Albuquerque, Júlia Lopes de Almeida, Júlia Lopes de Almeida

    DarkSide Books
    2019
    464 páginas
    15h 28m
    ISBN-13: 9788594541697
    Português Brasileiro
    4.3
    1190 avaliações
    Leram1547Lendo476Querem3624Relendo4Abandonos98Resenhas214
    Favoritos162Desejados3624Avaliaram1190

    O ano é 1897. Estamos nas vésperas da celebração dos oitenta anos de publicação da primeiríssima edição de Frankenstein, ou o Prometeu Moderno, escrito por Mary Shelley. Naquele mesmo ano, outro inglês, H.G. Wells, lança em forma de livro O Homem Invisível e publica os capítulos iniciais de A Guerra dos Mundos em revistas da Inglaterra e dos EUA. Já o irlandês chamado Bram Stoker coloca nas livrarias o livro que viria a mudar sua vida e a história da literatura: Drácula. Do outro lado do oceano, nos Estados Unidos, um garoto de apenas sete anos acabou de escrever seu primeiro conto, que levou o nome de “The Noble Eavesdropper”. H.P. Lovecraft é este escritor americano precoce. Mais ao sul do continente americano, no Brasil, naquele marcante ano de 1897, quarenta intelectuais se reúnem para fundar a Academia Brasileira de Letras (abl), inspirados em um modelo de agremiação de escritores já existente na França desde 1635. Cada um daqueles fundadores escolhe um patrono para nomear a cadeira que vai ocupar, e eles passam a chamar a si mesmos de imortais. A antologia Medo Imortal, mais nova integrante da coleção Medo Clássico da Darkside® Books, vem a público para mostrar que existe mais em comum entre os fatos dos dois parágrafos anteriores do que pode aparentar à primeira vista. Liderados por nosso maior escritor, Machado de Assis, aqueles intelectuais brasileiros são pessoas de seu tempo, conectados com o que estava sendo produzido nos grandes centros culturais do mundo em sua época. Nas páginas de Medo Imortal estão reunidos, além de poesias, 32 exemplares da prosa de escritores diretamente ligados à nossa principal instituição dedicada à literatura. São contos que evocam o sobrenatural, apresentam monstros, descrevem atos de psicopatas, dão o testemunho de todo tipo imaginável de atrocidades concebidas pela mente humana. Produzidos entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, tais textos representam o que de melhor se escreveu nos primeiros cem anos de produção do terror em nosso país. Organizado pelo jornalista Romeu Martins, com ilustrações de Lula Palomanes, a lista de autores para o livro contou com a colaboração de estudos realizados pelos maiores pesquisadores do terror e do insólito das principais universidades brasileiras. São ao todo treze autores, escolhidos entre os patronos, os fundadores e os primeiros eleitos para ocupar os salões da Academia Brasileira de Letras. Entre eles, a Darkside® Books aproveitou a oportunidade de reparar uma injustiça histórica cometida naquele ano de 1897 e traz também contos da escritora Júlia Lopes de Almeida, importante nome de nossa literatura que participou das reuniões para a fundação da Academia mas que na última hora acabou sendo barrada por ser mulher em uma instituição que em seus primeiros oitenta anos só aceitou a presença de homens.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (18)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (214)Ver mais
    David Luis picture
    David Luis10/02/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Não é só realismo no Brasil!

    Foram quase três meses lendo esse livro. Li bem devagar, descobrindo novas facetas de autores conhecidos e até novos autores esquecidos na história literária brasileira. A idéia da Darkside de fazer essa antologia foi genial! A apresentação é linda e os contos apaixonantes! Literatura de qualidade que vai contra o pensamento de que o Brasil nunca foi cenário de escrita especulativa ou de terror. Ora! Se meus familiares do interior contavam várias histórias de assombrações e assuntos macabros, por que uma fatia de nossa literatura não se dedicaria a tais temas? Não poderia recomendar mais o livro! Além de lindo, o conteúdo e a proposta se destacam! (Isso porque nem falei da justiça histórica de colocarem 6 contos de Júlia Lopes de Almeida, que foi totalmente injustuçada na criação da ABL!)

    105 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 1190
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas16%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Manuel Antônio Álvares de Azevedo  profile picture

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo

    Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Mota Azevedo, passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo (1847) para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde desde logo ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias. Destacou-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental. Durante o curso de Direito traduziu o quinto ato de Otelo, de Shakespeare; traduziu Parisina, de Lord Byron; fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849); fez parte da Sociedade Epicureia; e iniciou o poema épico O Conde Lopo, do qual só restaram fragmentos. Não concluiu o curso, pois foi acometido de uma tuberculose pulmonar nas férias de 1851-52, a qual foi agravada por um tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de cavalo, falecendo aos 20 anos. A sua obra compreende: Poesias diversas, Poema do Frade, o drama Macário, o romance O Livro de Fra Gondicário, Noite na Taverna, Cartas, vários Ensaios (Literatura e civilização em Portugal, Lucano, George Sand, Jacques Rolla), e a sua principal obra Lira dos vinte anos (inicialmente planejada para ser publicada num projeto - As Três Liras - em conjunto com Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães). É patrono da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras. Atualmente tem suscitado alguns estudos acadêmicos, dos quais sublinham-se "O Belo e o Disforme", de Cilaine Alves Cunha (EDUSP, 2000), e "Entusiasmo indianista e ironia byroniana" (Tese de Doutorado, USP, 2000); "O poeta leitor. Um estudo das epígrafes hugoanas em Álvares de Azevedo", de Maria C. R. Alves (Dissertação de Mestrado, USP, 1999). Suas principais influências são: Lord Byron, Goethe, François-René de Chateaubriand, mas principalmente Alfred de Musset. Um aspecto característico de sua obra e que tem estimulado mais discussão, diz respeito a sua poética, que ele mesmo definiu como uma "binomia", que consiste em aproximar extremos, numa atitude tipicamente romântica. É importante salientar o prefácio à segunda parte da Lira dos Vinte Anos, um dos pontos críticos de sua obra e na qual define toda a sua poética. É o primeiro a incorporar o cotidiano na poesia no Brasil, com o poemas Ideias íntimas, da segunda parte da Lira. Segundo alguns pesquisadores, Álvares de Azevedo que teria escolhido o título "As Três Liras", pois havia uma garota - que até hoje ninguém sabe a identidade, muito bem escondida pelo Dr. Jaci Monteiro - que tocava esse instrumento. Figura na antologia do cancioneiro nacional. E foi muito lido até as duas primeiras décadas do século XX, com constantes reedições de sua poesia e antologias. As últimas encenações de seu drama Macário, foram em 1994 e 2001.

    66 Livros
    761 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo