Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas8
    • Leitores144
    • Similares5
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O último dia da inocência -

    Edney Silvestre

    Record
    2019
    196 páginas
    6h 32m
    ISBN-13: 9788501117205
    Português Brasileiro
    3.5
    47 avaliações
    Leram55Lendo4Querem84Relendo0Abandonos1Resenhas8
    Favoritos1Desejados84Avaliaram47

    Do autor do best-seller Se eu fechar os olhos agora. Em meio às tensões do dia do comício de João Goulart na Central do Brasil, um jovem jornalista – indiferente às conspirações políticas à sua volta – se vê testemunha de um assassinato, do qual se torna o principal suspeito. Enquanto tropas do Exército, conspiradores e manifestantes vão se juntando no centro do Rio de Janeiro, o jovem – que não se recorda de ter cometido o crime – busca, por diversos pontos da cidade, desesperadamente, quem possa ajudar a inocentá-lo. Inteiramente passado em 13 de março de 1964, O último dia da inocência mistura situações e personagens reais a criações fictícias. A primorosa reconstrução do ambiente político brasileiro tem papel decisivo no desfecho da trama. Também primorosa é a recriação do Rio de Janeiro. Nessa obra-prima de recomposição de uma topografia afetiva, fruto de pesquisa meticulosa, o autor costura ficção de primeiríssima grandeza, em que se descortinam personagens destinados a permanecer na memória do leitor.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (5)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (8)Ver mais
    Leila de Carvalho e Gonçalves  picture
    Leila de Carvalho e Gonçalves 27/07/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Nada É O Que Aparenta Ser

    De acordo com Julio Cortázar: ?o romance sempre ganha por pontos, ao passo que conto deve sempre ganhar por nocaute.? Em seu quinto romance, Edney Silvestre subverte essa máxima, ao apresentar um suspense cuja trama bem armada leva o leitor à lona a cada reviravolta. Pedindo perdão pelo clichê: nada é o que aparenta ser. A história gira ao redor de um misterioso assassinato e suas 198 páginas transcorrem num único dia. Uma data fundamental para o destino do país, à medida que em 13 de março de 1964 foi realizado o Comício da Central (ou das Reformas), no Rio de Janeiro. Ele reuniu entre 150 e 200 mil pessoas para ouvir o Presidente João Goulart anunciar medidas, como a desapropriação de propriedades subutilizadas, que foram vinculadas à República Sindicalista e ao Comunismo pelos setores conservadores. Em suma, o período posterior a Ditadura Vargas, a Quarta República, agonizava e em 1 de abril, 19 dias depois, foi instaurada a Ditadura Militar que durou 21 anos. Quanto a seu protagonista, ele é um jovem nunca nomeado que trabalha como escrevente num cartório, mas sonha ser jornalista e acaba conseguindo uma oportunidade no jornal Folha da Guanabara. O editor de polícia precisa de uma matéria sobre a decadência da antiga área residencial próxima ao Morro de São Carlos e, na falta de outro repórter, todos estão cobrindo os preparativos do tal comício, resolve mandá-lo até o IML para colher informações sobre o suicídio de uma mulher, um bom exemplo do declínio da região que, mal frequentada, exige a demolição dos cortiços próximas do Largo do Estácio e sua substituição por novas edificações, capazes de atrair para ali população de melhor nível social. Contudo, lá chegando, entre os cadáveres de negros e mestiços, todos os engavetados que ainda não foram reclamados pelas famílias, um deles desperta seu interesse. Trata-se do corpo da gaveta 41: um homem alto, loiro e de olhos azuis. Uma exceção à regra e um caso cuja solução poderá lhe render fama, respeito e dinheiro. O que não supõe é que essa mudança de rumo colocará sua vida em risco. ?O Último Dia da Inocência? faz uma perfeita reconstituição da cidade do Rio de Janeiro na época e para quem aprecia literatura, merece destaque o capítulo 6 (Anschluss) que descreve a redação do Correio da Manhã (1901-1974), jornal oposicionista da fundação (1901) até o fechamento (1974), que teve entre seu funcionários e colaboradores Lima Barreto, Coelho Neto, José Veríssimo, Carlos de Laet, Antonio Callado, Lêdo Ivo, Drummond, Cony e Otto Maria Carpeaux. Também traz à tona, um episódio praticamente esquecido, mas que causou comoção em meados do século passado: o incêndio do Hotel e da Boate Vogue que, localizados num edifício em Copacabana, eram frequentados pelo elite. Entretanto, se avançarmos para a nossa época, existem algumas coincidências que valem o registro, por exemplo, as tensões sociais, a instabilidade política e a polarização ideológica. "O mundo é feito de trouxas e vencedores. O trouxa perde sempre. Mas não perdoa." (O Último Dia Da Inocência) Nota: Comprei o e-book e recomendo.

    12 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 47
    • 5 estrelas13%
    • 4 estrelas26%
    • 3 estrelas43%
    • 2 estrelas17%
    • 1 estrelas2%
    Edney Silvestre profile picture

    Edney Silvestre

    Edney Silvestre é escritor e jornalista. Foi correspondente internacional do jornal O Globo e da TV Globo, baseado em Nova York, por mais de uma década. Atualmente, reside no Rio, onde faz reportagens para o Jornal Nacional, Bom Dia Brasil e Jornal da Globo. Tem uma coluna semanal no RJTV e apresenta o programa Espaço Aberto Literatura. Publicou os livros “Dias de Cachorro Louco” e “Outros Tempos”, ambos de crônicas, pela Editora Record, e “Contestadores”, pela Editora Francis. Em 2010, recebeu o prêmio Jabuti, por seu livro "Se eu Fechar Os Olhos Agora".

    28 Livros
    72 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Edney Silvestre